• Redação

2ª edição do congresso CNABIS sobre uso medicinal dos canabinoides


O CNABIS - II Congresso de Cannabis Medicinal, evento que tem como objetivo debater o uso medicinal da cannabis e suas aplicações, começa nesta terça-feira, 03, e vai até dia 05 de agosto. Organizada pela plataforma médica Dr. Cannabis, a segunda edição do CNABIS será 100% online e de caráter técnico-científico destinado a médicos, profissionais da saúde e interessados no uso terapêutico dos canabinoides. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: https://cnabis.com.br/

O evento contará com a participação de grandes nomes da pesquisa e da prática clínica do Brasil e do mundo que abordarão temas que vão desde a história da cannabis, passando pela farmacologia de seus derivados até os efeitos terapêuticos da planta e seu papel no esporte, em tratamentos de patologias e na saúde, além de desvendar mitos relacionados ao uso da cannabis. "Quando o tema é cannabis medicinal temos um desafio muito maior do que o científico, que é o acesso à informação.




Por isso, convidamos cientistas e médicos icônicos para compartilhar sua experiência e descobertas com o público médico brasileiro. Nossa expectativa é reunir especialistas e interessados na temática para fomentar o debate, compartilhar experiências e inovações e esclarecer dúvidas e mitos sobre o uso da cannabis", comenta Viviane Sedola, CEO e fundadora da Dr. Cannabis.

Entre os palestrantes confirmados estão nomes de referência, como o neurocientista, biólogo e escritor Sidarta Ribeiro; Dr. Mário Grieco, médico Especialista em Clínica Médica Fellowship em Medicina de Família nos USA; Dr. Stephen M. Dahmer, médico de família certificado e membro do Arizona Center for Integrative Medicine; Dra. Verônica Christine de Paiva, prescritora de tratamentos à base de Cannabis Medicinal, com 15 anos de experiência em atendimentos clínicos ambulatoriais e urgência/emergência; entre outros.

O congresso terá três dias de duração, sendo dois deles abertos ao público e um dia com conteúdo exclusivo para médicos, onde serão abordados temas e informações que facilitarão a aplicação da terapia canabinoide no Brasil.

Os participantes podem se cadastrar e assistir a todas as palestras gratuitamente ao longo dos três dias de evento. Interessados poderão adquirir o Acesso Premium, que possibilita acesso a todas as palestras por seis meses e certificados de participação com comprovação de horas.


Neste ano, a plataforma Dr. Cannabis também lança mais uma novidade voltada para a capacitação de médicos na aplicação da terapia canabinoide. O curso de formação médica Cannabis Medicinal do Zero conta com professores renomados e ferramentas necessárias para ajudar médicos na tomada de decisão sobre prescrever ou não produtos à base de cannabis aos seus pacientes.

Em 2020, a primeira edição do CNABIS contou com mais de 16 mil participantes de todos os estados do Brasil e de mais de 20 países. O congresso promoveu um debate qualificado sobre o que se sabe atualmente sobre a relação do uso da cannabis com autismo, dor crônica, doença de Parkinson, ansiedade, epilepsia, Covid-19, uso na terceira idade, regulação no Brasil, entre outros temas.

Uso medicinal da cannabis

A cannabis tem sido amplamente pesquisada e utilizada como uma importante ferramenta terapêutica para uma variedade de patologias e sintomas, como câncer, epilepsia e doenças neurodegenerativas. Desde 2015, os médicos brasileiros podem prescrever e os pacientes podem se tratar legalmente com cannabis no Brasil por meio de autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).




Nos últimos anos, a procura por tratamento cresceu exponencialmente no país. Em dezembro de 2019, a Anvisa aprovou nova regulação que facilita a autorização sanitária para produtos à base de cannabis e sua posterior venda nas drogarias do país.


De acordo com a The New Frontier Data, autoridade global da indústria de cannabis em relatórios de inteligência de negócios e análise de dados, o Brasil tem mais de 4 milhões de pacientes que podem se beneficiar do uso medicinal da cannabis. No entanto, apenas 0,2% dos médicos ativos no país prescrevem os derivados da planta.


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