• Redação

Aberta consulta pública para moradores de Itapagipe




A Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), disponibilizou no seu site a consulta pública para a construção do Plano para os Bairros de Itapagipe. O plano surge a partir da necessidade de preparar a região para os possíveis impactos e demandas do turismo religioso local, que tem crescido após a canonização de Irmã Dulce.

A comunidade de Itapagipe pode participar preenchendo o formulário disponível no site do órgão (www. fmlf. salvador. ba. gov. br) com sugestões de ações e de melhorias nas áreas ambiental, social, econômica e urbanística. O documento abrange os 13 bairros da península itapagipana: Boa Viagem, Bonfim, Calçada, Caminho de Areia, Mangueira, Mares, Massaranduba, Monte Serrat, Ribeira, Roma, Santa Luzia, Uruguai e Vila Ruy Barbosa/Jardim Cruzeiro.

Em junho, a Fundação Mário Leal Ferreira realizou a primeira reunião entre técnicos do órgão e lideranças locais para a construção do plano. Durante as discussões em ambiente virtual, um diagnóstico inicial foi apresentado e agora o órgão está recebendo as proposições dos moradores para que o documento seja elaborado de maneira coletiva.

A Península de Itapagipe começou a ser ocupada ainda na formação de Salvador, no Século XVI, por pescadores, ferreiros, alfaiates, pedreiros e negociantes e chegou a ser cogitada como território para implantação da primeira capital do Brasil, mas foi preterida pela cidade alta, por oferecer maior segurança contra as invasões. O bairro da Ribeira começou como uma aldeia de pescadores no Século XVI e o nome é uma expressão portuguesa que designa um ancoradouro para a reparação de naus.

A partir de meados do século XIX, a classe social mais abastada passou a utilizar a Península de Itapagipe como região de veraneio. Surge a partir daí a construção dos inúmeros solares e casarões, a exemplo do Amado Bahia – alguns perduram até hoje – o que enriqueceu o patrimônio histórico e cultural da região e da cidade. No início do século XX, a região assume um caráter predominantemente popular graças à industrialização que foi impulsionada por um decreto municipal.

Outros fatores incentivaram o crescimento industrial local na época, como a proximidade com o porto e com a linha férrea, o isolamento em relação ao continente e o fato de possuir terrenos planos e baratos.

O local é conhecido por receber todos os anos a peregrinação da Lavagem do Bonfim, uma das mais importantes festas religiosas de Salvador. Foi também na Península que se cumpriu a obra religiosa de Santa Dulce dos Pobres, considerada como a primeira santa brasileira pela Igreja Católica. A Península também é a terra da Sorveteria da Ribeira, com 89 anos de história, atraindo visitantes de diversos estados e até de fora do país e foi palco para as primeiras apresentações de Raul Seixas, o maluco beleza.

Veja Mais

Veja Mais