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Aumenta preocupação com segurança com aparelhos de monitoramento de saúde



Os wearables, dispositivos tecnológicos usados como acessórios, e até marca-passos podem sofrer ameaças concretas de invasão, colocando em risco a vida de pacientes, afirma Raul Colcher, membro do IEEE, maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.



Pesquisadores investem na melhoria das arquiteturas de segurança incorporadas às aplicações.



A possibilidade de invasões em aparelhos que monitoram a saúde de pacientes preocupa especialistas em segurança. O uso de wearables ­- dispositivos tecnológicos usados como acessórios - e de sensores para captar parâmetros relacionados à saúde e bem-estar­ crescem progressivamente em sofisticação e diversificação.




Esses dispositivos permitem a aquisição em tempo real de sinais vitais e variáveis que auxiliam no diagnóstico de doenças e no monitoramento médico. Apesar do ganho qualitativo na prevenção, diagnóstico e acompanhamento de pacientes, a possibilidade de invasão e ataques cibernéticos existe, o que pode trazer grandes prejuízos à vida dos pacientes.



"Há ameaças concretas de intrusão e uso indevido dos dados coletados por esses dispositivos e aplicativos e, em certos casos, até mesmo danos à saúde e à vida dos afetados", alerta Raul Colcher, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade e sócio da Questera Consulting.



Até mesmo um aparelho de marca-passo, que monitora e corrige a frequência cardíaca de um indivíduo, pode sofrer com as ameaças. Ligado a um computador, o dispositivo é graduado pelo médico para as necessidades do paciente. Se o sistema de controle for invadido, pode ser alterada a configuração do aparelho, o que poderia levar o paciente a óbito.



Prevenção


As medidas de prevenção e mitigação dessas ameaças incluem, entre outros, o aumento da segurança incorporada aos dispositivos e sensores, a melhoria das arquiteturas de segurança incorporadas às aplicações de saúde e o aumento dos esforços e investimentos em educação e conscientização de profissionais e executivos, para prevenir ou minimizar ataques baseados em engenharia social.




Segundo o especialista do IEEE, é importante também que se implemente medidas para reforçar o marco legal para a proteção de dados pessoais, que já estão em vigor em muitos países, e para melhorar a legislação penal pertinente, a fim de punir e desencorajar severamente crimes de invasão de sistemas ou apropriação indevida de dados. "No entanto, não existe segurança perfeita nem ataques que não podem ser bloqueados, já que a tecnologia é a mesma para os dois flancos."

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