• Redação

Capital da violência: Salvador registra 1.558 homicídios em 2020



Os números não mentem! Salvador é a capital da violência, homicídios, latrocínios, feminicídios e estupros são registrados diariamente nas delegacias soteropolitanas. Em 2020 foi registrado o maior número de assassinatos, chegando a um total de 1.558 homicídios, uma taxa de 54% para cada 100 habitantes, enquanto Feira de Santana foi a segunda cidade mais violenta da Bahia, contabilizando 557 homicídios. Os dados foram apresentados na 15ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado na última quinta-feira (15), em São Paulo.



O grande número de mortes violentas na capital baiana está relacionada a um guerra de facções criminosas que estão disputando os pontos de drogas e de outro lado a omissão do governo do estado para intervir e desbaratar essas facções contribui para o aumento da insegurança pública, deixando os cidadãos de bem se tornando vítimas todos os dias.



No Brasil, o número de mortes intencionais chegou a 50.033 em 2020, 78% desses crimes foram usados arma de fogo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), (91,3%) das vítimas são homens, (76,2%) negros e (54,3%) são jovens.



A pesquisa mostra que Salvador foi a primeira entre as cinco cidades mais violentas do estado, com 1.558 assassinatos, em segunda Feira de Santana com 557, em terceira Camaçari com 231, em quarto Vitória da Conquista com 163 e empatadas em quinto lugar ficaram Juazeiro e Simões Filho, ambas registram 122 assassinatos.



Ainda os dados, outras cidades baianas registraram um aumento nos números de homicídios foram elas:



Alagoinhas com 90 homicídios, Barreiras 73 homicídios, Eunápolis 64 homicídios, Ilhéus 102 homicídios, Itabuna 81 homicídios, Jequié 57 homicídios, Lauro de Freitas 90 homicídios, Paulo Afonso 42, Porto Seguro 71 homicídios, Santo Antônio de Jesus 78 homicídios e Teixeira de Freitas com 70 homicídios.


Já os números de mortes em 2020 por intervenção das policiais na Bahia, sete municípios registraram um aumento são eles: Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Vitória da Conquista, Luís Eduardo Magalhães, Santo Antônio de Jesus e Jequié.



Segundo um delegado da polícia civil da Bahia que não quis se identificar disse que os números de homicídios em Salvador e Região Metropolitana (RMS), é muito maior que a pesquisa informou, "vivemos enxugando gelo nessa polícia, não temos efetivo para investigar tantos casos de homicídios que acontece, principalmente nos finais de semana".



Para o 92 esses números não batem com a realidade que vivemos, eles estão subdimensionados, isso é muito fácil provar, é só calcular, o número de homicídios por semana em Salvador por baixo são 50 assassinatos, multiplicando por 4 semanas chegamos ao número de 200 homicídios por mês, agora se multiplicarmos isso por 12 meses, chegamos a um total de 2.400 homicídios por ano, "os números não mentem, mas as pessoas os manipulam para ocupar cargos e fazer parte do funcionamento do sistema".



Conforme os dados apresentados mostram que os números de feminicídios em 2019, em Salvador foram 13 casos, já em 2020 subiu para 19 casos. Lesão corporal seguida de morte, por número de vítimas em 2019, 13 casos, em 2020 subiu para 16 casos. Latrocínio número de vítimas 2019, 18 casos, em 2020 para 17 casos. Homicídios dolosos, por número de vítimas em Salvador 2019, 987 homicídios, 2020 foram 1.144 homicídios. Estupros em 2019 foram registrados 608 casos, em 2020 foram 487 casos.



As causas da violência que assola toda a Bahia estão diretamente ligados aos políticos negacionistas que para se proteger e perpetuarem no poder indicam seus comparsas que fazem do Estado a cozinha das suas organizações criminosas, com objetivo de deteriorar o erário, enfraquecendo a polícia e amordaçando o ministério público.



Para a Subprocuradora-Geral da República, Lindôra Maria Araújo, na sua denúncia ao Supremo Tribunal Federal, sobre os membros de uma organização criminosa que atuava na Secretária de Segurança Pública e Ministério Público da Bahia, "a dupla jornada desses servidores da segurança fez que a Bahia tivesse posição de destaque no ranking da violência".








Veja Mais

Veja Mais