• Redação

China diz que empresários canadenses são espiões


No mundo da espionagem a verdade nunca aparece, mas o pouco que se sabe acaba virando em uma grande mentira.




Em dezembro de 2018 a China prendeu os dois homens, logo depois que a polícia canadense prendeu Meng Wanzhou, o diretor financeiro da gigante chinesa de tecnologia Huawei, sob um mandado dos Estados Unidos, acusando-a de fraude relacionada a sanções.




A China, que rejeita a acusação de que os casos dos dois canadenses estão ligados ao de Meng, divulgou poucos detalhes sobre os dois casos.





O tabloide chinês Global Times diz que o empresário canadense Michael Spavor, que foi condenado por espionagem em agosto, enviou fotos de equipamentos militares para o canadense Michael Kovrig, que também está detido em Pequim.




O jornal estatal, citando uma fonte não identificada, disse na quinta-feira que as fotos e vídeos que Spavor fez do equipamento eram segredos de estado.




Ele disse que Spavor tirou as imagens em “várias ocasiões e forneceu ilegalmente algumas dessas fotos para pessoas fora da China”.



“As fotos e vídeos foram identificados como segredos de estado de segunda linha.” Spavor também foi um “informante-chave” para Kovrig, acrescentou, “e forneceu-lhe informações por um longo período”.



No mês passado, um tribunal condenou Spavor a 11 anos de prisão por espionagem, atraindo atenção dos Estados Unidos e do Canadá.



Autoridades canadenses acusou a China de se envolver em uma “diplomacia de reféns”. O julgamento de espionagem de Kovrig foi concluído em março com o veredicto a ser anunciado em data não especificada.



O Global Times é publicado pelo jornal Diário do Povo do Partido Comunista. No Canadá, um juiz deve julgar o caso de Meng em 21 de outubro.




Fonte: Al Jazeera

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