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Cirurgia endoscópica da coluna vertebral menos invasivo tem vários benefícios


Dores e problemas na coluna são comuns a todos. Independentemente de idade ou gênero, vários fatores do organismo ou externos, como má postura, podem trazer problemas nesta parte tão importante do corpo humano. O tratamento para estes males passa por diversas práticas e, por vezes, incluem procedimentos cirúrgicos. E um desenvolvimento importante desta área é a cirurgia endoscópica da coluna vertebral.




"O procedimento é exatamente o mesmo de uma cirurgia "tradicional" da coluna, mas com corte mínimo de cerca de 1,5 cm. E dispensa, na grande maioria das vezes, o uso de próteses, parafusos e etc", explica Dr. Bruno Aprile, ortopedista, atuante em Cirurgia da Coluna, Endoscopia da Coluna e Técnicas minimamente invasivas da Clínica SO.U.

Sobre a forma como é realizada, o também ortopedista, cirurgião de coluna, Dr. Marcos Vaz, conta que é "realizado através de uma cânula, por onde passa, por dentro, um instrumental de trabalho, como pinça, tesoura e outros, controlados através de uma câmera de vídeo em tempo real". O método é utilizado há, aproximadamente, 50 anos no mundo e há mais de 30 no Brasil. A evolução foi gradual, partindo de incisões cada vez menores até a cirurgia endoscópica.

E quando a técnica é recomenda? "Praticamente todos os casos de hérnia de disco, ou qualquer tipo de compressão nervosa causando dor ciática, como bicos de papagaio (osteófitos), cistos sinoviais, ou estreitamento (estenose) do canal vertebral podem ser tratados por um procedimento endoscópico", conta Dr. Bruno. O especialista ainda diz que há indicações para a realização da cirurgia endoscópica em todos os segmentos da coluna: cervical, torácica e lombar, com algumas restrições nos dois primeiros segmentos.

Como o procedimento é minimamente invasivo, algumas vantagens são facilmente perceptíveis. "Por causar menor agressão tecidual e menor sangramento, o tempo de internação hospitalar diminui e a reabilitação precoce, ou seja, o paciente pode retornar às suas atividades diárias mais cedo", diz Dr. Marcos. "São cirurgias rápidas, com melhora rápida da dor (imedita ou, no máximo, em 48h), com liberação para caminhar e para alta hospitalar no mesmo dia (6hs), com menor dor pós operatória e retorno mais ágil às atividades físicas e de trabalho, com mínima cicatriz e necessidade de repouso", acrescenta Dr. Bruno.

A cirurgia endoscópica da coluna ainda não tem contraindicação formal, estando em constante evolução, conseguindo resolver casos mais complexos. "A única recomendação é evitar realizar o procedimento onde haja instabilidade confirmada", afirma Dr. Bruno. Dr. Marcos completa afirmando que para casos de deformidades na coluna, como escoliose, o procedimento ainda não é efetivo.

Como em todas questões de saúde, é importante consultar seu médico para chegarem ao melhor tratamento possível. E sempre vale se manter informado sobre novos métodos.

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