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Estudo associar níveis de vitamina D a terapia de oxigênio em pacientes com Covid-19


Em função das recomendações das autoridades de saúde de manter o isolamento social por conta da pandemia, expor-se ao sol se tornou uma tarefa rara, o que reduz a possibilidade de produção de vitamina D pelo corpo. Entretanto, estudos científicos alertam que a deficiência deste pró-hormônio pode aumentar a vulnerabilidade para diversas doenças respiratórias, incluindo gripe e Covid-19.



Estudo publicado pelo Journal o f The American College Of Nutrition em fevereiro analisou os níveis de vitamina D de 437 pacientes com Covid-19, entre 56 e 79 anos, no hospital Mount Sinai Health System, em Nova York (EUA).




Os pacientes foram divididos em dois grupos: com deficiência de vitamina D (nível abaixo de 20 ng/ml) e com nível suficiente, ou seja, acima deste patamar, considerando-se os exames realizados nos três meses antes de serem internados ou no momento da internação.




A pesquisa relata que a deterioração do estado de saúde dos pacientes infectados pelo novo coronavírus ocorre pelo aumento das citocinas pró-inflamatórias, o desenvolvimento da síndrome do desconforto respiratório agudo, o que faz com que os pacientes necessitem do suporte de terapias com oxigênio.



"Nos pacientes com deficiência de vitamina D, a suplementação pode ter o potencial de melhor desfecho ao suprimir as citocinas inflamatórias", afirmam os pesquisadores Elizabeth Marie Gavioli, Hirotaka Miyashita, Omar Hassaneen e Evan Siaub, em sua publicação.




Além disso, esse pró-hormônio pode aumentar a enzima conversora de angiotensina 2 (enzima com diversas funções, entre elas o controle da pressão arterial) e reduzir a lesão pulmonar, segundo os cientistas.



"De acordo com os pesquisadores, este é o primeiro estudo que demonstra como os níveis de vitamina D podem influenciar a necessidade de terapia com oxigênio nos pacientes com Covid-19. Eles apontam como a suplementação da vitamina, portanto, pode ajudar a reduzir os custos do sistema de saúde e a disponibilidade de leitos na pandemia", afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)



Os pesquisadores ressalvam, no entanto, que é necessário aprofundar os estudos sobre o tema.

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