• Redação

Falta de estrutura nas DEAMs prejudica o resultado nas apurações dos crimes contra a mulher




Com o número reduzido de policiais para investigar os crimes contra a mulher, as delegacias não têm uma estrutura para receber as vítimas. Essa falta de estrutura na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), na Bahia, tem prejudicado as apurações dos casos de violência contra a mulher.


As denúncias foram feitas por policiais que trabalham nas unidades e reclamam da falta de estrutura e acúmulo de serviço por falta de pessoal.


Segundo uma policial que não quis se identificar, a DEAM que ela trabalha falta investigadores para apurar os crimes contra a mulher “tem dia que o número de queixas são muitas e por falta de policiais acabam não conseguindo prender o agressor em flagrante”.


A delegacia não tem o mínimo de estrutura física para acomodar os policiais, ”banheiros sem condições de uso, infiltrações, cadeiras e mesas velhas, sem falar que a delegacia não passa por reformas”, afirmou a policial.


Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Eustácio Lopes, o aumento da violência contra a mulher é decorrente também da falta de condições ideais de estrutura e o baixo efetivo de policiais para atender todas as ocorrências, ”a maioria das queixas nas Deams, são de ameaças, a falta de efetivo para investigar deixam que os crimes acabem acontecendo”.


Ainda Lopes fala da falta de investigação nos casos de crime contra mulher, “exemplo foi do agressor Carlos Samuel Freitas Costa Filho, mesmo com dezenas de queixas de ameaças na Deam de Ilheus, só depois que ele foi filmado agredindo a vítima que foi expedido o mandado de prisão”.


Seriam necessários para atendimento das vítimas, em cada DEAM, no mínimo de dois delegados (as), cinco escrivãs e quinze investigadores, “as queixas de ameaças deixam de ser apuradas e as vitimas desacreditando no trabalho da polícia, o pior é o agressor achando-se impune parte até cometer o homicídio contra a mulher”, concluiu Eustácio Lopes.



A falta de investigadores, escrivães e delegados nas delegacias não se restringe apenas as delegacias da mulher e sim, em todas as delegacias territoriais da Bahia.

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