• Redação

Governo inglês aprova extradição do fundador do WilkiLeaks para os Estados Unidos


O governo Britânico confirmou nesta sexta-feira (17), a extradição do fundador do WikiLeaks, Julien Assange, para os Estados Unidos. O jornalista é acusado nos Estados Unidos, de 18 crimes, além de espionagem.



A defesa do jornalista tem 14 dias para recorrer ao Tribunal Superior de Londres, que ainda não abriu o prazo para o recurso. O prazo final do processo acaba em 28 dias.





A defesa do jornalista australiano diz que "este é um dia sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia britânica". "Qualquer um neste país que se preocupa com a liberdade de expressão deveria estar profundamente envergonhado com o fato de o Ministério do Interior ter aprovado a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, o país que planejou o seu assassinato", afirma.



"Estava no poder de Priti Patel fazer a coisa certa. Em vez disso, ela será para sempre lembrada como cúmplice dos Estados Unidos no seu propósito de transformar o jornalismo de investigação em um empreendimento criminoso", acusa a defesa de Assange.



Inicialmente, um juiz britânico decidiu que Assange não deveria ser deportado para os EUA, alegando que os seus problemas de saúde mental o colocavam em risco de suicídio caso fosse condenado e mantido numa prisão de segurança máxima.




O início da saga legal que envolve Assange remonta a 2010, quando a Suécia pediu a extradição do fundador da WikiLeaks da Grã-Bretanha por alegados crimes sexuais. Depois de ter saído derrotado do caso, em 2012, Assange refugiu-se na embaixada do Equador em Londres, onde permaneceu durante sete anos.



O jornalista australiano, de 50 anos, é acusado pela justiça norte-americana de 18 crimes, incluindo espionagem devido à publicação de mais de 700 mil documentos secretos relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão. O fundador da WikiLeaks arrisca, assim, pegar até 175 anos de prisão caso seja considerado culpado.



No entanto, os advogados de Washington recorreram da decisão e apresentaram garantias de segurança - nomeadamente a promessa de que Assange seria transferido para a Austrália para cumprir a sentença - que foram aceitas por um coletivo de magistrados em dezembro do ano passado, abrindo as portas à extradição do fundador da WikiLeaks.



Em 2019, o ativista foi detido e transferido para a prisão de alta segurança londrina de Belmarsh, no sudeste da capital britânica, onde permanece até hoje.



Em reação à decisão da ministra inglesa, a Anistia Internacional sublinhou a mensagem negativa que a extradição de Assange transmite ao jornalismo mundial e lembrou que o fundador do WikiLeaks fica exposto a “grande risco”.





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