• Redação

Governo omisso: traficantes disputam o controle do tráfico de drogas em Salvador


Nos bairros de Salvador os traficantes andam armados impondo a lei do silêncio.



Guerra não declarada, gritos, tiros, fogos de artifícios e muita comemoração, tudo por causa da morte de um integrante do tráfico conhecido pela alcunha de "Mascote", na localidade de Boiadeiro, que ligam os bairros de São João do Cabrito e Plataforma, no subúrbio de Salvador.



Nos últimos dias, moradores do Boiadeiro, Cabrito e Plataforma viveram momentos de terror e medo, os homicídios que já eram frequentes no bairro aumentaram com as tentativas de invasões de traficantes rivais deixando as famílias locais reféns das células criminosas que agem livremente.



Na noite de quarta-feira (8), um arrastão assustou os motoristas que trafegavam na Avenida Suburbana, quando dezenas de elementos armados assaltaram as pessoas na localidade dos Prazeres, no Lobato. Passageiros dos ônibus utilizaram as redes sociais para postarem os vídeos e mostrar os carros voltando pela contramão fugindo dos marginais.



No mesmo dia um vídeo postado em diversos grupos de WhatsApp, mostra um homem fazendo um alerta para que as pessoas evitem trafegar pela Ladeira do Cacau, que liga os bairros de São Caetano e Largo do Tanque, onde grupos de traficantes estaria emitindo a ordem de toque de recolher no local, devido a morte de um dos membros da facção. Em outro vídeo um jovem é executado por traficante depois que ele foi acusado de passar informações para traficantes rivais.



A escalada da violência que tem se propagado em praticamente todos os bairros carentes de Salvador, revela a verdadeira omissão do Estado diante do problema. Pau da Lima, Gal Costa, Sussuarana, Valéria, Capelinha de São Caetano, Boa Vista do Lobato, são os bairros que vem acontecendo as disputas pelo controle dos pontos de drogas.



Guerra das facções


Com a união da facção criminosa conhecida como Bonde do Maluco (BMD) com o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, iniciou uma guerra para tomada dos pontos de drogas, contra o Comando da Perna (CP) que se aliou ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, que atua na Suburbana. Duas outras facções BDG na Gamboa e a Katiara, já se instalaram e vem ganhando espaço no centro da capital. Em Salvador os bairros que estão em constantes disputas pelo controle dos pontos de drogas são: Engomadeira, Águas Claras, Valéria, Palestina, Cajazeiras, Cosme de Farias, Suburbana, Liberdade, Santa Mônica, IAPI, Pau Miúdo, Capelinha de São Caetano, Marechal Rondon, Capinas de Pirajá, Sete de Abriu, Vila Canaria.



Diante a essa situação de ameaça a vida de moradores, as autoridades baianas fazem vistas grossas com o que está acontecendo e se omitem em não combater as facções criminosas que comandam de dentro do presídio e fora deles, enquanto a população mais pobre e indefesa ficam a mercê da criminalidade.



Segundo um delegado de polícia civil da Bahia, que não quis se identificar, a segurança pública do estado está a beira da falência, "não existe mais investigações para desbaratar as grande organizações criminosas que atuam na Bahia, estamos enxugando gelo e o governo mentindo para sociedade que os números da violência vem caindo".



"O número de homicídios em Salvador por semana ultrapassa de 80 pessoas assassinadas, mas já aconteceram de semanas alcançarem o número de 100 vitimas, essa guerra que está acontecendo nos bairros são por causa do controle dos pontos de drogas.



Para o 92, a violência da Bahia não estão nos efeitos causados apenas aos traficantes de drogas, e sim nas causas, "a violência aumenta devido a omissão dos governantes e dos políticos que se beneficiam com os orçamentos para compra de equipamentos policiais, que acabam sendo adquiridos superfaturados, no final só eles ganham com os empresários que lesam o erário, mais são os mesmos financiadores de campanhas desses políticos que acabam virando seus sócios".



"Enquanto os traficantes se matam entre eles, nós continuaremos fazendo nossa parte, servir a sociedade enquanto puder, sem a quantidade adequada de investigadores necessários para realizarem as investigações, a criminalidade em Salvador e os demais 416 municípios continuarão aumentando em escala alfabética, afirmou o delegado.

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