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Médico especialista em reprodução humana explica tudo sobre "Produção Independente"


A procura por produção independente vem aumentando desde 2013, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiu o uso das técnicas de reprodução assistida para pessoas solteiras e casais de relacionamentos homoafetivos. A partir de então, as estruturas familiares começaram a ser constituídas de diferentes maneiras.

Nesse sentido, além de casais heterossexuais, também se reconhece no Brasil as famílias com apenas uma mãe, um pai, duas mães ou dois pais. No texto abaixo, trataremos tudo sobre a produção independente: como funciona, como é o passo a passo de cada caso, as técnicas utilizadas e as documentações necessárias para o registro de um filho nesta situação.

O médico Nilo Frantz, especialista à frente da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, em São Paulo, ressalta que com a ajuda da ciência, tanto mulheres que não possuem parceiros, quanto casais homossexuais podem realizar o sonho de ter filhos a partir de uma produção independente.

"Na produção independente, o acompanhamento da gravidez começa bem antes dela acontecer de fato. Sendo assim, ao iniciar o tratamento, mulheres solteiras ou casais do mesmo sexo enfrentam escolhas emocionalmente mais difíceis, uma vez que precisam de doação de sêmen, óvulos ou até mesmo útero de substituição", explica o médico.

A produção independente entre as mulheres sozinhas é uma realidade cada vez mais comum e a decisão vem sempre acompanhada de uma boa dose de coragem. Mulheres que não contam com um companheiro ou companheira ao seu lado, e não querem ou não podem esperar pelo parceiro ideal pela idade avançada, recorrem à reprodução humana para realizarem o grande sonho de ser mãe

Este é o caso de Karina Bacchi e Mariana Kupfer, personalidades famosas no Brasil que chamaram à atenção por seguirem este movimento. A modelo Karina Bacchi já tinha congelado seus próprios óvulos e aos 41 anos, sem um companheiro, decidiu ter seu bebê.

Já Mariana Kupfer teve a certeza de que era a hora de ser mãe aos 36 anos e, solteira, procurou uma clínica de reprodução assistida para realizar o seu sonho. Desta forma, ambas recorreram a bancos de sêmen no exterior, e hoje Bacchi é mãe de Enrico, de três anos, e Kupfer, de Victoria, de seis.

Como é o processo para mulheres sozinhas?

O Dr. Nilo explica que a mulher sozinha que decidir realizar uma produção independente vai precisar da ajuda de um banco de sêmen para fecundar o seu óvulo. Desta forma, os espermatozóides utilizados podem vir de bancos nacionais ou internacionais.

"Para realizar a coleta dos óvulos, a mulher passa pelo processo de indução da ovulação, que é feita através de medicamentos. Caso ela tenha problemas na produção dos óvulos, ainda é possível realizar a Fertilização in Vitro com a doação de ambos os gametas (óvulo e sêmen)", ressalta.

Depois de fecundado em laboratório, transfere-se o embrião para o útero da futura mãe. A partir disso, a gravidez ocorre da mesma forma que as demais.

Para os casais formados por duas mulheres, o material genético masculino também vem da doação de sêmen. No entanto, é preciso escolher qual das duas futuras mães irá doar os óvulos e carregar o embrião.

"Caso nenhuma das parceiras possua problemas de infertilidade, permite-se a gestação compartilhada, ou seja, uma das mulheres irá doar os óvulos e a outra irá gestar. Contudo, como a idade é um dos principais fatores que interferem na qualidade dos óvulos, é aconselhável que se opte pelo material genético da parceira mais jovem", diz o médico.

O processo de indução da ovulação ocorre da mesma forma do que para as mulheres solteiras. A estimulação ovariana é feita através de hormônios para a mulher ovular. Depois os óvulos são coletados por meio de agulhas especiais para que sejam fecundados com o espermatozoide, em laboratório. A diferença é que o embrião pode ser fecundado no útero da outra mãe.

Por ser um tratamento que envolve diferentes fatores como aspectos físicos, biológicos e emocionais de cada um, não existe uma receita de sucesso que se aplica a todos os casos. Entretanto, há algumas indicações que podem aumentar as chances de uma produção independente. Para isso, o ideal é procurar um local com profissionais especialistas no assunto, como a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

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