• Redação

Míssil brasileiro de longo alcance está em fase final



Um exercício batizado de Operação Amazônia, coordenado pelo Exército, contará com 3.600 militares, simulando um ataque externo à região amazônica, acontece até a próxima quarta-feira (23).

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, ao chegar na região para acompanhar o exercício, destacou o projeto de criação do míssil brasileiro, Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300, capaz de percorrer 300 quilômetros de distância até seu alvo final está “em fase final de desenvolvimento”.

Com alcance de até 300 quilômetros de distância e uma precisão de até 30 metros, o armamento desenvolvido pela companhia nacional Avibrás ampliará o poderio bélico brasileiro, podendo ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance que variam entre 30, 40, 60 e 80 quilômetros.

O principal objetivo do AV-TM 300, conforme sugere o ministro ao mencionar o “poder dissuasório” do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas. Além disso, o projeto Astros 2020 prevê outras iniciativas para dotar o país de “meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”. Entre estas iniciativas está a implantação de unidades militares de mísseis e foguetes, de um centro de instrução e de bases administrativas.

Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astros 2020, foi deslocada de Formosa (GO) até a região de Manaus.

A previsão inicial era de que as primeiras unidades do AV-TM 300 fossem entregues ao Exército ainda este ano, mas ao ser questionado sobre os prazos, Silva respondeu acreditar na “possibilidade” de serem entregues entre 2021 e 2022.




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