• Redação

Novos protocolos de assistência do Couto Maia


O Hospital Couto Maia desde sua fundação em 1853 é referência para os pacientes de toda a Bahia na assistência aos casos de doenças infecto-contagiosas e parasitárias.


Desde março, mês em que foi registrado o primeiro caso de Covid-19 na Bahia, o Instituto Couto Maia (ICOM) tornou-se o hospital referência para os casos da doença no Estado e já atendeu 2.377 pacientes, com 563 altas.


A médica infectologista Karine Ramos, coordenadora da emergência do ICOM, diz que ventiladores não são mais a primeira opção para tratar paciente.


Explica que foram feitas várias alterações nos protocolos médicos do ICOM e, hoje, a equipe utiliza procedimentos de auxílio respiratório não invasivos antes de decidir pela intubação do paciente, o que não era o praticado em março, no início da pandemia. Ao longo do processo, a prática assistencial mostrou que é possível obter bons resultados com ventilação não invasiva como ventilação em prona, prona consciente, oferta de oxigênio sob cateter nasal ou sob máscara não reinalante, sendo a ventilação mecânica invasiva o último recurso para tratar um paciente de Covid-19. Outro ponto de evolução é o uso de corticoides para os pacientes que tenham dificuldades respiratórias e necessitem de suplementação de oxigênio.


É necessário estar se atualizando constantemente, porque a velocidade de produção de conhecimento é grande. Importante manter-se fiel aos princípios da medicina baseada em evidências, para não haver ilusão com terapêuticas sem comprovação e que possam trazer riscos desnecessários aos pacientes. No ICOM, a equipe médica não utiliza Cloroquina, Hidroxicloroquina ou Ivermectina no tratamento dos pacientes, medicações que não tiveram sua eficácia comprovada.

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