• Redação

Piloto francês diz que estava amarrado a alvo de tiro em ritual de trote


Um piloto da Força Aérea francesa entrou com uma ação criminal alegando que, como parte de um ritual de trote, ele foi amarrado a um alvo em um campo de tiro enquanto caças voavam e disparavam munições. A denúncia não identificou nenhuma das pessoas supostamente executantes do trote, nem disse quantas delas estavam envolvidas.




O trote ocorreu em março de 2019, logo após sua chegada a uma unidade de combate na base aérea de Solenzara, na ilha francesa mediterrânea da Córsega. O piloto teve um capuz colocado na cabeça e foi forçado a entrar na carroceria de uma caminhonete por vários colegas que o levaram até o campo de tiro, segundo a denúncia. Fotos, que constavam da denúncia, mostravam um homem em uniforme militar, com as pernas e as mãos amarradas, preso ao alvo do estande com tiras de náilon resistentes.




O coronel Stephane Spet, porta-voz da Força Aérea Francesa, disse que um inquérito interno foi ordenado pelo comando da Força Aérea e os responsáveis ​​foram punidos.




O piloto quando estava amarrado ao alvo podia ouvir o som de munições ativas sendo disparadas da aeronave. Spet não contestou a autenticidade das imagens, mas disse que elas criaram a impressão equivocada de que a aeronave estava direcionando fogo contra o piloto que estava amarrado ao alvo.




Ele disse que o tiro que o piloto ouviu foi de aeronaves que estavam em um exercício de treinamento em um local diferente, e que o mais próximo que qualquer cartucho de munição chegou dele foi cerca de um quilômetro (0,6 milhas).




Spet relatou que o comando da Força Aérea foi informado do incidente em janeiro deste ano, e ordenou um inquérito interno, "os pilotos responsáveis ​​por encenar isso foram severamente punidos em abril de 2021, com medidas que chegaram a restringir os quartéis".




A denúncia foi apresentada ao Ministério Público Estadual da cidade de Marselha no dia 5 de maio, segundo o advogado seu cliente ainda está na Força Aérea e servindo como piloto, mas não é mais piloto de combate.



Fonte: Reuters

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