• Redação

Policiais Civis reiniciam campanha sobre assédio moral e sexual


Iniciada a terceira fase da campanha de combate ao assédio moral e sexual na Polícia Civil da Bahia pelo Sindpoc (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia). O objetivo é intensificar o combate aos assédios moral e sexual e dar apoio as vítimas que vêm sofrendo de transtornos mentais.

A primeira fase compreendeu um ciclo de palestras informando o que é o assédio, já a segunda foi o recebimento das denúncias, muitas anônimas, pois os investigadores tinham receio em se identificar e sofrer represálias.


Já foram mais de 10 denúncias protocoladas no sindicato, oito de assédio moral e dois de assédio sexual, embora esses números não demonstram a realidade, já que a vítima tem medo de fazer a denúncia. Por um lado, o medo da perseguição intensificar, causando transferências da capital para o interior e vice-versa. Por outro as vítimas acharem que não dar em nada.


Para Ana Carla, a vice-presidente do Sindpoc, não se admite tolerar ou omitir atos como esses que continuam acontecendo na nossa instituição, principalmente contra os policiais, “somos investigadores e trabalhamos no combate a crimes, e não podemos ser as vítimas”.

Como exemplo, entre as vítimas, o caso do investigador de polícia que estava sendo assediado pelo seu superior e acabou surtando e precisando ser internado para tratamento psiquiátrico, “o assédio moral e sexual mexe com a cabeça e a família da vítima, levando a essa pessoa ter que procurar tratamento médico psiquiátrico”, afirmou.



É cada vez maior o número de investigadores que procuram o atendimento médico psiquiátrico por causa do assédio moral e sexual na instituição.


O Sindpoc estará disponibilizando acompanhamento psicológico para o seu associado. De acordo com Carla “estamos montando um espaço no sindicato para um profissional da área atender os policiais, da mesma forma o nosso setor jurídico estará recebendo as denúncias para proceder com ações civis e criminal contra esses assediadores”.


“Não iremos admitir que investigadores continuem sendo vítimas desses que se utilizam dessa pratica abominável, quem quer que seja ele, colega contra colega ou superior hierárquico contra investigadores, concluiu Ana Carla.


Embora o crime de assédio moral não esteja tipificado no código penal, o assédio sexual têm previsão legal amparada no art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.



O RX Notícias buscou especialistas e definiu o que é o assédio moral:



O assédio moral é todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis; passar alguém de uma área de responsabilidade para funções triviais; tomar crédito de idéias de outros; ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros; sonegar informações de forma insistente; espalhar rumores maliciosos; criticar com persistência; subestimar esforços.



Você, vítima do assédio moral ou sexual, de empresa privada ou pública, que deseja denunciar seu assediador entre em contato conosco pelo e-mail rxnoticias@gmail.com.

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