• Redação

Policial Civil denuncia delegada por assédio moral



O assédio moral seja ele nas empresas privadas ou públicas, não há diferença entre o modus operandi cometido pelo agressor. As formas de assediar as vítimas são sempre sistemáticas, começando com situações humilhantes, constrangedoras e repetitivas.



O site Rx Notícias recebeu a denúncia de um investigador de Polícia Civil da Bahia, que vem sofrendo assédio moral por parte de uma delegada de polícia, diretora de um departamento.



Por questão de evitar ainda mais represália, vamos proteger o nome desse Investigador, e chama-lo de “Charles” e da agressora 92 (delegada).


Rx - Como começou o assédio?

Charles - Tudo começou a cerca de 2 anos, quando era lotado na mesma unidade. Inicialmente ela começou a me evitar, usando outros colegas para me passar informações sobre nosso trabalho de investigação.


Rx - Como era a forma da 92 agir?

Charles – No momento em que a 92 passava por mim fazia gesto facial de indiferença, ao ponto das pessoas me perguntarem o que estava acontecendo.



Rx – Qual o momento que mais marcou você nesse assédio?

Charles – Foi no dia que ela me tirou da sala que trabalhava e fiquei sem setor, sem cadeira, perambulando pelo corredor. Não podia nem entrar em outras salas porque meus colegas também podiam ser punidos. Nem as meninas da limpeza podiam conversar comigo, pois corriam risco de perder o emprego.



Rx - Você chegou a prestar queixa na corregedoria da 92?

Charles – Não!


Rx - Por que?

Charles - Porque sabia se eu fizesse isso minha vida seria um inferno, e teve um caso de assédio sexual contra uma servidora com outro 92 e não deu em nada!


Rx – Você falou outros casos e até assédio sexual, onde e como foi?

Charles – O assédio é algo corriqueiro na polícia baiana, sobre o assédio sexual, aconteceu no interior alguns anos, com uma servidora do cartório e um 92, segundo informações que tivemos ela foi estuprada. Dizem que teve uma denúncia na corregedoria, mas não deu em nada para o 92.


Rx - Foi por isso que você não procurou a corregedoria?

Charles – Claro que sim!


Rx - Você se sentia acuado?

Charles – Evidente, a 92 dizia para os colegas que iria me prejudicar e até criar uma situação para que eu fosse excluído da polícia.


Rx - Algum colega te avisou que ela estava falando sobre você?

Charles - Várias colegas me avisaram que a 92 queria me prejudicar. Começou a inventar boatos entre mim e outros colegas, ao ponto de um colega me abordar perguntando o que eu tinha contra ele, já que espalharam pelos corredores que eu tinha dito coisas contra ele. Quando perguntei que tinha dito isso, ele respondeu a 92.


Rx- Você ainda trabalha na mesma unidade que a 92?

Charles – Não, ela fez de tudo para me transferir da unidade. Mas mesmo fora do seu comando, continuo sabendo que a 92 fala mal de mim.


O assédio sofrido a este investigador é apenas a ponta de um iceberg, já que investigadores, escrivães e delegados da Polícia Civil da Bahia, sabem o que ocorrem, entretanto, o medo de represália e omissão de outros delegados, fazem com que o agressor fique impune e livre para cometer novos assédios, inclusive com os seus pares.


A Polícia Civil da Bahia é uma instituição honrosa, de homens e mulheres de bem, na sua maioria, mas infelizmente tem também os que não são dignos de dizer que é policial civil. “Tenho orgulho de ser investigador de polícia civil da Bahia e já mais irei quebrar o juramento que fiz, servir e proteger a sociedade”, concluiu Charles.

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