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SSP reabre investigações contra delegada acusada de chefiar organização criminosa


Por determinação do Subsecretário de Segurança Pública da Bahia, Hélio Jorge Oliveira Paixão, será reaberta as investigações para apurar as denúncias imputadas a ex-diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), delegada Maria Selma Pereira Lima, acusada de chefiar uma organização criminosa responsável por roubos de carros e tráfico de drogas. A portaria da sindicância foi publicada no Diário Oficial de sábado (17).


As denúncias contra a ex-diretora do DCCP, foram feitas pela delegada Carla Ramos, no Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (GAECO) e divulgada pelas redes sociais, em 05/09/20, publicada com exclusividade pelo site Rx Notícias, que também divulgou um vídeo onde o acusado liga para a delegada pedindo dinheiro para subornar os policiais militares, conforme matéria Vídeo mostra suposto ladrão de carro pedindo dinheiro à ex-diretora do DCCP .


O pedido de reabertura da sindicância feita pelo subsecretário Hélio Jorge, se baseia nas orientações da Corregedoria Geral da Secretária de Segurança Pública, que sugeriu a reconvocação da comissão de sindicância processante, conforme as denúncias recebidas pelo GAECO.



Segundo informações de uma delegado que não quis se identificar e sofrer represália, a ex-diretora Maria Selma era protegida pelo ex-delegado-chefe Bernadino Brito Filho, o ex-Secretário de Segurança Mauricio Barbosa e um senador, "tanto é verdade que ela era protegida, que o delegado-chefe não abriu o Processo Disciplinar Administrativo (PAD), até que ela fosse promovida a classe especial, um absurdo!"



Para o delegado mais podridão será noticiada sobre esse grupo que envergonha a classe policial na Bahia, "sabemos que ainda membros dessa turma trabalha normalmente na secretaria e que antes saiam de mão dadas, hoje se apresenta como nada tivesse acontecido, mas se fosse um investigador ou um delegado que não faz parte do sistema já estaria preso e demitido ou morto", afirmou o 92.



Afastada por um ano e refugiada em São Paulo, a delegada Maria Selma, no mês de julho foi alvo do GAECO, na "Operação Dublê", onde cumpriu mandado de busca e apreensão e prisão, que cominou na prisão de Pedro Ivan companheiro da delegada e responsável pela quadrilha comandada por Selma. Sabe-se agora que o GAECO pediu a prisão da delegada Selma e do falso policial Claudio "gordo", contudo a Justiça negou.



A sindicância irá ainda investigar a delegada Gloria Isabel Santos Ramos, e mais três investigadores.


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