• Redação

Vagões sucateados são usados para esconder trens reformados com ar condicionados


Trens e um vagão na frente do galpão para esconder os trens reformados



Pelo menos três trens, fora de uso, e um vagão de carga foram colocados em frente ao galpão descoberto para esconder os trens com ar acondicionados que foram abandonados, logo após as reformas em São Paulo e entregues pelo prefeito ACM Neto à população do subúrbio.


O Rx Notícias realizou uma matéria especial do dia 20 de setembro, denunciando o descaso dos trens reformados que foram abandonados em um galpão descoberto.

Segundo Francisco da Silva (54), morador de Itacaranha, com os trens reformados que tinham podíamos viajar qualquer hora do dia, “mas agora eles colocaram esses trens “caindo aos pedaços”, todo enferrujado, para esconder as ferrugens eles plotaram com lona adesiva para parecer que está pintado”.


Trem plotado com adesivo que faz o trajeto da Calçada à Paripe

“A população do subúrbio tem que protestar, não podemos perder o nosso transporte, pagamos apenas R$0,50 para irmos da Calçada a Paripe, além disso por que tirar os trens reformados e deixar esses aí sucateados”, afirmou Francisco da Silva.



Embora a placa colocada ao lado da Estação Calçada informa a implantação do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos, com orçamento de R$ 1.548.729.939,53 (1,5 bilhão), com esse valor seria possível aquisição de trens novos e a modernização de toda a ferrovia existente. No entanto, o valor real para finalização e para implantação do MONOTRILHO - veículo sobre rodas (pneus) - sobre estrutura de concreto elevado do solo de 05 a 12 metros, passará de R$ 5 bilhões, com concessão de 35 anos.


Placa que informa a implantação do VLT ao custo de mais 1,5 bilhões


O Governo do Estado autorizou a obra para implantar o monotrilho, mesmo sabendo que toda a operação custará cinco vezes mais. O projeto do monotrilho de Salvador pretende ligar o bairro do Comércio a Ilha de São João, em Simões Filho, com 21 estações.


A concepção de criar estação elevada no bairro do Comércio até a Calçada, fica na “imaginação” dos seus idealizadores, já que teriam que desapropriar prédios e lojas, além de refazer a via e ainda transpor o viaduto do túnel Américo Simas, todo o comércio local seria afetado, uma obra desse porte, levaria no mínimo 10 anos, para ser concluída.



Um bom exemplo foi a finalização do metrô que duraram 20 anos, para estar em funcionamento.



Da mesma forma para construir as demais 20 estações serão necessários a desapropriação de todos os moradores, que moram as margens da via férrea, de ambos os lados terão suas casas demolidas, milhares de famílias serão prejudicadas para que possa ser construídos a via elevada de concreto.



Essa é a preocupação do seu Francisco morador das margens da ferrovia, "eu nasci aqui em Itacaranha, meu pai era ferroviário e não imagino sair daqui por nada, e meus filhos e netos para onde iremos, eu só saio morto", concluiu.

Estações que serão demolidas caso o monotrilho sejam instalados



Com a mudança para execução do monotrilho, todas as nove estações: Santa Luzia, Lobato, Almeida Brandão, Itacaranha, Escada, Praia Grande, Periperi, Coutos e Paripe, serão demolidas e os trens do subúrbio serão extintos. O empreendimento será uma parceria público-privada na modalidade de concessão patrocinada feita ao consórcio Skyrail Bahia, uma empresa criada apenas dois meses antes de assinar um contrato bilionário.

O RX Notícias continua com a série de reportagens - Trem do Subúrbio, qual o seu destino?

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