• Redação

Vigilância de medicamentos da UE inicia revisão da pílula COVID da Merck



O tratamento é considerado uma virada de jogo em potencial na luta global contra o coronavírus.



A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) - o principal órgão de vigilância de medicamentos da União Europeia - iniciou uma revisão de uma pílula antiviral potencialmente inovadora para o tratamento de COVID-19.




A agência anunciou na segunda-feira que lançou uma “revisão contínua” do molnupiravir, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Merck.




A empresa informou no início deste mês que a pílula cortou as hospitalizações e mortes pela metade entre os pacientes com os primeiros sintomas de COVID-19 - um resultado extremamente eficaz que os especialistas dizem que pode revolucionar a luta global contra a pandemia do coronavírus.



No início da segunda-feira, a Merck disse que a EMA havia iniciado um processo de licenciamento acelerado para o molnupiravir.



A Merck já buscou a aprovação para a pílula da Food and Drug Administration dos EUA. Espera-se uma decisão da agência dos EUA dentro de semanas.




Se o molnupiravir for aprovado por qualquer um dos órgãos reguladores, ele se tornará o primeiro tratamento disponível para COVID-19 que não precisa ser administrado por meio de agulhas ou infusões intravenosas.




Especialistas em saúde pública dizem que tomar uma pílula que as pessoas possam tomar em casa para reduzir seus sintomas e acelerar a recuperação pode aliviar enormemente as pressões sobre os hospitais e ajudar a conter surtos em países mais pobres com sistemas de saúde fracos.




Se aprovado, os países poderiam adotar uma abordagem dupla para combater a pandemia - reduzindo o risco para aqueles que contraem o vírus, enquanto continuam os lançamentos de vacinas.



No entanto, as autoridades internacionais de saúde já expressaram preocupações de que a pílula possa estar sujeita às mesmas disparidades que definiram o lançamento das vacinas COVID-19.



A Merck - que já tem acordos de fornecimento com os EUA, Reino Unido, Austrália, Malásia e Cingapura - disse que está comprometida em fornecer acesso oportuno a seu medicamento globalmente, com planos de preços diferenciados alinhados à capacidade de pagamento do país.



Na semana passada, um porta-voz disse à Reuters que a empresa deu um passo incomum de buscar licenciar várias versões genéricas do molnupiravir antes mesmo de sua versão de marca ser autorizada para comercialização “para construir um suprimento global suficiente de produto com qualidade garantida para pedidos em todo o mundo”.




Fonte: Al Jazeera

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