• Redação

A coragem está vencendo o medo na SSP


A cada dia que passa investigadores, escrivães e delegados tomam coragem e vencem o medo da represália e perseguição por conta do assédio moral e sexual que sofrem diariamente nas unidades policiais do Estado da Bahia.


Essa semana foi a vez da escrivã de polícia Quézia Freitas, lotada na Delegacia Territorial do município de Iaçu, que denunciou o assédio moral que sofreu por parte do delegado titular da sua unidade. Esse é um bom exemplo que todos os policiais deveriam seguir para que casos como esse deixem de acontecer nas delegacias de toda a Bahia.



Um outro exemplo, o vídeo divulgado nas redes sociais pela delegada Marley Reys, mostrou a sociedade a tirania de uma coordenadora e também delegada que gosta de perseguir suas colegas de classe. Só não disse o nome da cara pálida. Mas nessa terra de índio que é a Bahia, todo mundo já conhece o Pajé, a Curandeira e o Cacique (a).



A SSP tem diversos maus exemplos, um deles é manter tiranos e perseguidores nos altos cargos da instituição. Parece mais que a prática é ensinada através dos cursos de “inteligência”, com o lema “quando assumir um cargo de chefia serás um assediador e não se preocupe porque nada irá acontecer com vós”.



E falando em impunidade, o secretário Mauricio Barbosa deveria sair mais vezes do gabinete para realizar algumas visitas nas delegacias e departamentos, em especial do centro da cidade. O número de queixas de investigadores e servidores tem aumentado por conta dos delegados plantonistas faltosos.


Dizem que os delegados (as) de plantão que optaram por trabalhar em casa (home office) parecem estar mais é de férias. Depois de semanas sem aparecer na unidade como se nada tivesse acontecido, ainda exigem produtividade, “Uma zona do descaso, melhor dizendo, casa de Noca”. Que me perdoem as boas Nocas.


E falando nas casas da zona os Xbofes estão mesmo com tudo, andando com a fardinha azul com a logo da polícia civil, dirigindo viatura descaracterizada e não duvide com distintivo e uma carga de Glock g22.40.


Não esquecendo em falar do uso indevido de viaturas descaracterizadas, um diretor da Piedade se apropriou de uma caminhonete para usufruir como seu carro particular. Todos os finais de semana o 92 viaja par curtir as praias sergipanas. Dizem até que a viatura já é tão conhecida pela polícia sergipana que quando avistam dizem logo, “lá vai o delegado prender o caranguejo e o camarão na barriga com cerveja, ah como gostaria de ser diretor de departamento na polícia civil da Bahia”.


Falando em viagem, por que ninguém fala das diárias para servidores que não viajam. A SSP deveria mudar de sigla para SSP tur, só assim justificaria o grande número de diárias colocada nos contra-cheques de servidor que não viaja e muito menos trabalha. É por isso que tem gente dizendo que comeu lagosta em casa nos finais de semana por conta das “DIÁRIAS SSP tur”.


Flagrante de assédio moral e discriminação



Uma vítima procurou a coluna Raio-X para contar o que sofreu em 7 de outubro de 2019, quando foi conduzida a Central de Flagrantes, depois que se envolveu em uma briga greco-romana com um cliente.



A vítima que teve diversas escoriações para satisfazer sexualmente seu parceiro, foi ridicularizada na unidade policial e proibida de prestar queixa do agressor que foi liberado como se nada tivesse cometido.



O absurdo é saber que o agressor foi protegido por dois delegados, sendo liberado sem ter sido autuado em flagrante. O caso está sendo investigado no Ministério Público – GACEP e vários ofícios já foram enviados à Corregedoria da Polícia Civil, para que seja instaurado procedimento disciplinar contra a Coordenadora e um delegado, da Central de Flagrantes, mas até então a corregedoria não se pronunciou sobre o caso. Dizem até que os PADs só fazem contra delegado (a) “nutela”, os raízes são protegidos.

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