• Redação

Autoridades baianas anunciam carnaval e Europa e Ásia entram em alerta da variante do Covid-19



Na mesma semana que foi realizada a audiência pública feita pela Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada de Eventos, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador e o coronel Manoel Xavier, oficial responsável pelas Operações Policiais Militares, anunciar que vai ter Carnaval em 2020, a Rússia e parte da Europa decretava estado de alerta pelo avanço de uma quarta onda do covid-19.



A mais nova variante foi identificada como AY.4.2, já está preocupando as autoridades de saúde da Rússia que informou que o país registrou novos casos de COVID-19 relacionados à cepa, considerada ainda mais contagiosa do que a variante Delta identificada na Índia e a Gama no Brasil.



Na terça-feira (19), na audiência o coronel Manoel Xavier anunciou que a festa do momo em Salvador irá acontecer, "durante o carnaval vai decretar o final do uso da máscara, porque depois não vai ter como se exigir, porque se tem uma coisa que não vão usar no carnaval é máscara, porque ninguém vai deixar de beber, nem vai deixar de beijar e eu nunca vi ninguém beijar de máscara”, levando ao estado de histeria ao público presente. No mesmo dia o prefeito de Moscou, anunciava uma quarentena de quatro meses para maiores de 60 anos, não vacinados, e a decretação da obrigatoriedade do uso de máscaras.



No momento em que os países do Leste Europeu registram as mais baixas taxas de imunização do bloco europeu devido à relutância generalizada de sua população em não se vacinar.



Para o infectologista e pesquisador Kamil Khafizov, do órgão de vigilância local, disse ser possível que a nova variante se espalhe amplamente pelo país podendo substituir a variante Delta e provocar um aumento significativo no número de novos casos da doença.



Europa em Alerta



O ministro da Saúde da Polônia afirmou na última quarta-feira (20), que "medidas drásticas" podem ser necessárias para responder a um repentino aumento de infecções no país, embora ele tenha dito que nenhuma nova quarentena está sendo considerada. "Nos últimos dois dias, vimos uma explosão da pandemia", disse Adam Niedzielski em entrevista coletiva. "Os casos estão aumentando semanalmente de 85% a mais de 100%." A taxa de vacinação contra covid-19 da Polônia está em torno de 53%, tanto para uma quanto para duas doses.



Além da Romênia, os Estados da União Europeia (UE) com as taxas de vacinação mais baixas também fazem parte do antigo bloco comunista oriental, incluindo Bulgária, Croácia, Polônia, Letônia e Estônia. Apenas 34% dos adultos romenos receberam ao menos uma dose e 30% estão com o ciclo vacinal completo, em comparação com, respectivamente, 68% e 64% em toda a UE.



Para Andi Nodit, gerente do hospital de emergência clínica Bagdasar-Arseni em Bucareste (Romênia), "o tamanho e a gravidade da situação na sala de emergência e no hospital estão além de qualquer palavra que eu possa expressar". A quarta onda que atingiu o país parece um iceberg em comparação com as anteriores, que eram bonecos de neve, disse.



A Bulgária, onde apenas um quinto da população tomou a primeira dose da vacina, proibiu o acesso a espaços públicos fechados esta semana para qualquer pessoa sem comprovante de vacinação, teste negativo ou de recuperação recente de uma infecção por coronavírus. As escolas em áreas com altas taxas de infecção terão de mudar para o ensino remoto.



A Rússia decretou, na quinta-feira (21), um feriado de sete dias para conter o avanço de uma quarta onda de covid-19, num momento em que os países do Leste Europeu registram as mais baixas taxas de imunização do bloco europeu devido à relutância generalizada de sua população em se vacinar.



Neste domingo (24), a China volta aos holofotes da imprensa mundial e da OMS ao anunciar um novo surto e adotando medidas restritivas, como fechamento de aeroportos e escolas. Mais uma vez esconde os números não sabendo afirmar o número exato de casos.



Quem viver verá


A história se repete, em 2020, quando o mundo se encontrava em alerta sobre a possibilidade de uma pandemia e as véspera do Carnaval, autoridades sanitárias brasileiras anunciavam a preocupação em suspender o carnaval do Brasil e os eventos de grande público. A imprensa cumpriu seu papel de apresentar a opinião de médicos renomados que negavam e afirmavam que o coronavírus não passava de uma gripe e exagerada o alerta.



Na Bahia, o prefeito de Salvador e governador do Estado pensando na sua arrecadação pela festa tratou de reproduzir os discursos dos médicos propagandistas que o covid-19 não passava de uma "gripinha" e mesmo que a pessoa contraísse o vírus, só uma pequena porcentagem iria desenvolver os sintomas, o resultado foram mais de 1 milhão e 300 mil casos confirmados e 27 mil óbitos por causa do Covid-19 na Bahia.



Os baianos foram vítimas não apenas do coronavírus, mas também das irresponsabilidades dessas autoridades negacionistas e genocidas que ignoraram os alertas da Organização Mundial da Saúde e da Anvisa, tudo isso com a desculpa de ajudar financeiramente os empresários e cantores que depois irão fazer campanha eleitoral. No final os mesmos irão querer culpar e obrigar o governo federal a pagarem as suas contas e penalizar os comerciantes com seus lockdowns.





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