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Brasileiros apostam em financiamentos para fugir da conta de luz cara



Devido à grave crise hídrica que o Brasil está enfrentando, que levou a uma queda de 25,5% na produção de energia por meio de hidrelétricas, o uso de termelétricas como fonte de energia aumentou 124% em agosto deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2020, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).



É a geração térmica que tem suprido a demanda do país. No entanto, além de ser mais cara e contribuir à elevação significativa na conta de luz, são muitos os impactos negativos que ela causa ao meio ambiente, como a emissão de gases de efeito estufa, por exemplo, causada pela queima de combustível - seja ele óleo, carvão ou gás.


Com a população mais consciente quanto a essas questões, e de olho em opções de matriz mais sustentáveis, a energia solar vem ganhando cada vez mais espaço.




Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o uso desse tipo de energia detém hoje 2,15% da matriz nacional. O número parece tímido ante o da fonte hidráulica, que tem 61,6% de representatividade, das térmicas, 25,32%, e eólicas, 10,84%, mas seu crescimento de agosto de 2020 em relação a agosto deste ano, que foi de 13,5%, de acordo com levantamento da CCEE, e entrada do Brasil para o ranking dos países que somam mais de 10GW de potência solar, geram otimismo quanto à expansão da fonte de energia limpa, não só em períodos de escassez hídrica, mas sempre.


O avanço do setor tem refletido positivamente em empresas como o Meu Financiamento Solar , maior fintech de crédito para energia solar do Brasil, que viu a demanda por financiamentos para a instalação de painéis fotovoltaicos aumentar 60% só no primeiro semestre deste ano, e também tem sido alavancado por elas


Para Carolina Reis, diretora comercial do Meu Financiamento Solar, os brasileiros estão mais atentos a investimentos em fontes de energia que não os deixem suscetíveis a reajustes constantes, que não agridam a natureza, e cuja contratação/instalação seja sem burocracia e mais durável.



"A facilidade no acesso a financiamentos especificamente voltados a sistemas de energia solar tem contribuído muito para a expansão da produção e consumo de energia limpa. Além disso, o mito de que esses sistemas exigem um alto investimento também já veio abaixo, e hoje as pessoas veem como, ao colocar os gastos com energia elétrica no papel, vale muito mais a pena apostar em painéis solares", afirma a executiva.


Na fintech, que financia até R﹩ 500 mil para pessoas físicas, e R﹩ 3 milhões para pessoas jurídicas, a faixa de valor de crédito solicitado pela maioria dos clientes, 54% deles, foi de até R﹩ 30 mil. Para 35%, o montante ficou entre R﹩ 30 mil e R﹩ 90 mil, e 11% financiaram de R﹩ 120 mil para cima.


Apesar de o parcelamento poder ser feito em até 84 vezes, com 120 dias para começar a pagar, 37% das pessoas físicas acabam optando por pagar em 60 meses.


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