• Redação

Comitê recomenda proibição para eventos e Rui Costa libera festas para 5 mil pessoas


Pela contramão dos acontecimentos e com o negacionismo que lhe convêm, o governador da Bahia, Rui Costa, publicou no último dia (30), no Diário Oficial, o decreto n° 20.913, que aumenta de três mil para cinco mil pessoas o limite máximo de público em eventos na Bahia. Na mesma semana, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste, em que a Bahia ajudou a criar e faz parte recomendou a proibição de festas de Réveillon e carnaval na região nordeste por causa da variante Ômicron.



Com o inicio da alta estação e com a previsão de chegada de milhares de turistas, Salvador e outras cidades litorâneas na Bahia, decidiram aumentar o número de pessoas em shows e eventos fechando os olhos diante da nova onda do covid-19, desta vez com uma variante ainda mais perigosa, conforme os especialistas.


A medida é uma clara demonstração de irresponsabilidades, já que o afrouxamento com tais medidas contradiz as recomendações das agências de saúde e epidemiológicas sobre a nova variante se explanando rapidamente pelo país.



O Comitê Científico do Consórcio Nordeste orientou pela proibição das festas de final de ano, como também o carnaval para todos os governadores nos estados que compõem o consórcio (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), por conta da variante Ômicron.



De acordo com o próprio comitê, as festividades de fim de ano e a folia podem gerar aglomerações que intensificariam a transmissão do vírus e resultariam em uma nova onda de covid-19.



No relatório cita ainda o quadro global e nacional atual da pandemia e “incertezas futuras existentes” e recomenda intensificar a vacinação por meio da busca ativa de pessoas que não completaram o esquema vacinal; ampliar o ritmo da imunização por meio de estratégias como carro de som e aplicação das doses nas escolas; e manter o uso obrigatório de máscaras faciais.



Mas a pressão por parte dos empresários e financiadores de campanhas baianos com suas marionetes políticas fazem com que as festas sejam liberadas e consequente o carnaval de 2022 aconteça, mostrando o que realmente importa são os lucros e não as vidas.



A população baiana não deve esquecer quando a OMS (Organização Mundial da Saúde), alertou o mundo sobre a pandemia e esses mesmos políticos foram os primeiros a discursarem diante das suas mídias pagas, que o vírus do covid-19 não chegaria a Bahia e que seria mais fácil adquirir HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) no carnaval.



As consequências surgiram logo no mês seguinte ao carnaval: comércio fechado, desespero da população, suicídios e quebradeira da economia. Imaginar que poderemos ver novamente as ruas vazias, pessoas morrendo nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e os artistas que ganharam milhões no carnaval pedindo para as pessoas ficarem em casa é realmente desesperador e inaceitável.


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