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COVID-19: praias impróprias são um risco para baianos e turistas



Escherichia coli, hepatite A, giardíase, amebíase, leptospirose, cólera, ascaridíase ou lombriga e febre tifoide, são algumas das doenças que banhistas podem adquirir após o banho de mar em praias com água imprópria. Desde do início da pandemia a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, vem realizando um estudo que comprovou a presença do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em amostras do sistema de esgoto da cidade.



O resultado das amostras foi a confirmação da presença do patógeno nas redes dos esgotos, já que o monitoramento tem como base a eliminação do coronavírus nas fezes das pessoas infectadas.



A falta de saneamento básico em diversos bairros e as inúmeras ligações clandestinas de esgotos por toda Salvador e Região Metropolitana, terminam em detritos das pessoas parando nos rios e córregos e por consequência chegando as praias.



Com a divulgação da lista de 17 praias impróprias para o banho em Salvador, pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), na última sexta-feira (13), a população ignorou os perigos e aproveitou o final de semana ensolarado para tomar banho de mar nessas praias contaminada por água de esgotos.



Para o infectologista que preferiu se manter no anonimato, os riscos ao ser humano em se banhar em água contaminada por esgoto são inúmeros, "desde diarréia, vômito e lesões na pele, até uma doença infectocontagiosa que pode levar a morte".



Segundo o especialista, com a pandemia a comunidade médica foi alertada sobre os riscos de contágios com pacientes infectados com o coronavírus, já que a transmissão acontece por gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas e o contato das fezes, "inclusive as fezes apresentam alta concentração da presença do patógeno".



"As pessoas devem se precaver e evitar locais de concentrações e o contato com água contaminada por esgotos, os riscos são ainda maiores devido a transmissão fecal-oral nesses locais, não se pode descartar que uma pessoa que tenha o contato com fluido contaminado adquira o coronavírus, estamos falando de um vírus que vem passando por mutações, todo o cuidado é pouco quando falamos de vírus seja ele do covid-19 ou qualquer outro", afirmou o médico.



A Agência Nacional de Águas (ANA) com apoio técnico da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), tem patrocinado o projeto Rede Monitoramento Covid Esgotos, coordenado e executado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estações de Tratamento de Esgotos Sustentáveis (INCT ETEs Sustentáveis) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



O objetivo é coletar e disponibilizar informações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 por meio do monitoramento do SARS-CoV-2 nos esgotos. Entre as capitais monitoradas estão: Belo Horizonte - MG, Curitiba - PR, Fortaleza - CE, Recife - PE, Rio de Janeiro - RJ e Distrito Federal. As informações geradas são divulgadas através de boletins que são usados para contribuir com a tomada de decisões por parte das autoridades de saúde, incluindo a definição de ações para o combate à pandemia de Covid-19.



O site Rx Notícias procurou a Empresa Baiana de Água e Saneamento (EMBASA) para saber se a empresa está realizando algum tipo de monitoramento nas suas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), para identificar a presença do patógeno do covid-19. Através da sua assessoria, a Embasa informou:



Iniciou, este ano, com o Senai-Cimatec, por meio de um termo de cooperação técnica, o monitoramento para averiguar a presença de Sars-Cov-2 (covid-19) no esgoto de Salvador. Após a análise dos resultados e validação dos métodos, o monitoramento pode vir a ser expandido para a RMS e cidades do interior baiano. No momento, o Senai-Cimatec ainda está analisando os resultados para averiguar se os métodos utilizados são válidos. Portanto, ainda não existem resultados conclusivos.

Conheça a lista das praias impróprias para banho divulgada pelo Inema:


São Tomé de Paripe , Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Pedra Furada, Roma, Porto da Barra, Ondina, Rio Vermelho, Pituba, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares, Piatã.


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