• Redação

Delegacias da Bahia ficam de fora da exigência da comprovação de vacinação



Há quase dois anos de pandemia, o governo da Bahia mais uma vez ignora os apelos dos policiais civis em criar um protocolo de biossegurança nas delegacias. Sem se preocupar com os familiares e os cidadãos que precisam dos serviços da polícia, nada foi feito até hoje, o saldo dessa negligência irresponsável foram 26 policiais civis mortos por causa do covid-19.



Embora, o governador tenha decretado uma portaria cobrando das pessoas um passaporte de vacinação para que possam ter acesso aos órgãos públicos entre eles: Detran, SAC, unidades de saúde e prisionais, as delegacias de todo o estado ficaram de fora de tal medida.



Em um despacho feito na tarde dessa terça-feira (14), pela diretora do Departamento de Polícia do Interior (DEPIN), delegada Rogéria da Silva Araújo, causou revolta e indignação entre delegados e investigadores, pelo fato da não exigência de apresentação de comprovação da vacinação para terem acessos às Unidades da Polícia Civil.



O despacho foi direcionado para o coordenador da 7ª Regional Coorpin de Ilhéus, pelo protocolo de nº 012.6168.2021.0072780-94.



Segundo um delegado que não quis se identificar chamou tais medidas de inconsequente e absurda, "estamos vivendo um nova onda de uma variante ainda mais perigosa e contagiosa, a delegacia é uma unidade pública que compõe o estado e deve ter as mesmas medidas de segurança sanitárias como os outros órgãos, será que mais policiais civis merecem ter suas vidas ceifadas e ainda por em riscos suas famílias para que alguma medida seja adotada".



Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Eustácio Lopes, a falta da criação de protocolo sanitário nas delegacias mostram um total desrespeito pelas vidas dos policiais civis e seus familiares, "excluir as delegacias de cobrar o passaporte de vacinação e cobrar de outros órgãos é ir pela contramão diante de nova variante do covid-19".



Segundo Lopes, lembrou que na última assembleia os policiais civis decidiram suspender as atividades, caso o governo venha decidir a realização do carnaval, "não temos dúvida que esse governo não se preocupa com a saúde dos policiais, muito menos dos seus familiares".



"Não iremos aceitar que mais policiais venham contrair e até mesmo morrer por causa do covid-19, e ainda pelo total negacionismo irresponsável de governantes", concluiu Eustácio Lopes.




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