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DPT comemora festa de Irokó e a nova administração



Cânticos em iorubá, danças, palmas e muitos agradecimentos na manhã deste domingo (24), na frente do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML), no Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT/BA), nos Barris.



A cerimônia da troca do Ojá de Iroko, árvore sagrada fincada na frente do IML foi acompanhada por peritos e servidores do DPT, além de adeptos do candomblé onde se reuniram ao redor da árvore gameleira (Ficus insipida) para realizar a troca do laço de Ojá de Iroko. O ritual religioso tem uma grande importância para o local e muitos peritos consideram o espaço sagrado, ao mesmo que o complexo é tido como a casa da ciência.



Esse ano o rito teve um significado especial, além da renovação dos preceitos religiosos e os agradecimentos colocados aos pés da árvore, segundo um perito e filho de santo, entre os pedidos estão o fim de uma gestão desastrosa e perseguidora, "nossa fé provou que é muito maior que a tirania desses homens que pensam que são eternos", afirmou.



As histórias que envolvem a casa da ciência e a religiosidade pelos adeptos, fazem que muitos céticos passem a crer em tudo. Um desses casos lembra o perito, da vez que um ex-diretor-geral médico legista dançava vestido de branco para se proteger dos olhos gordos. Em outra gestão um diretor do ICAP (Instituto Criminalístico Afrânio Peixoto), foi avisado que um despacho teria sido arriado entre os espaços verdes nos pés de cacau, em um prato de nagé com um sapo de boca costurada com o seu nome.



Quem trabalha e já trabalhou sabe que no antigo Terreiro da Curva Grande, hoje o DPT, tem mais coisas a esconder que a ciência pode mostrar. "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar", já dizia William Shakespeare.







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