• Redação

Em dois anos de pandemia a Bahia não tem monitoramento das cargas virais do COVID nos esgotos



Nas quatro primeiras semanas deste ano houve uma elevação das cargas e concentrações virais nas seis capitais monitoradas



Há dois anos de pandemia e a cidade de Salvador não tem dados conclusivos sobre o monitoramento de cargas virais do covid-19 nos esgotos. Com a falta de estudos nas principais Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) da capital e da Região Metropolitana para detectar a carga viral do coronavírus nos esgotos, a população desconhece os perigos de entrar em contato com a água de efluentes contaminados.



Por Salvador não manter dados atualizados de monitoramento do covid-19 nos esgotos, baianos e turistas correm riscos diariamente ao se banhar nas praias consideradas impróprias para banho em Salvador e Lauro de Freitas.



Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mantém uma parceria com as concessionárias de água e esgoto de seis Estados e desde o início da pandemia vem realizando a Rede de Monitoramento COVID Esgotos, um projeto que tem a finalidade de realizar a detecção e quantificação do novo coronavírus em amostras de esgoto nas cidades.



Estudos realizados no mês de janeiro de 2022, pela Rede Monitoramento COVID Esgotos identificaram cargas recordes do novo coronavírus nos esgotos de quatro capitais: Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Recife. Outras duas cidades se mantiveram com elevadas cargas virais: Rio de Janeiro e Brasília, sendo que a capital federal registrou a segunda maior carga do novo coronavírus do histórico de monitoramento de seu esgoto, iniciado em março de 2021.



Na cidade de Belo Horizonte a Rede Monitoramento COVID Esgotos observou um forte aumento na carga do novo coronavírus nos esgotos. A capital mineira registrou a maior carga desde o início do monitoramento em abril de 2020: 622,1 bilhões de cópias do vírus por dia para cada 10 mil habitantes. Esse total superou os 326,6 bilhões de cópias da semana 12 de 2021.


Em Brasília nos dias 23 a 29 de janeiro foram registrados a segunda maior carga do novo coronavírus em seus esgotos desde o início do acompanhamento da Rede Monitoramento COVID Esgotos em março deste ano: 3,81 trilhões de cópias do vírus por dia para cada 10 mil habitantes. Essa carga considera a soma das cargas das oito estações de tratamento de esgotos (ETEs), que, juntas, atendem a cerca de 80% da população do Distrito Federal.


Conforme o boletim a carga viral vem aumentando progressivamente nos esgotos do Distrito Federal, saltando de 226,8 bilhões para 3,81 trilhões de cópias do vírus por dia para cada 10 mil habitantes.



No Rio de janeiro houve um crescimento da carga do novo coronavírus (SARS-CoV-2) nos esgotos. A carga foi registrada na semana 4, totalizando 1,05 trilhão de cópias do vírus por dia para cada 10 mil habitantes, enquanto a menor carga foi observada na semana 1, num total de 524,4 bilhões. Vale ressaltar que na semana 1 foi contabilizada a carga de somente cinco estações de tratamento de esgotos (ETEs), sendo que houve a retomada do monitoramento em outras quatro ETEs.


Além disso, o vírus foi detectado em todos os pontos neste ano, diferentemente da ocorrência frequente de não detecções nos pontos monitorados, conforme os três boletins anteriores, disponíveis no site da ANA.



O site Rx Noticias entrou em contato com a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) para saber se existe algum estudo sobre carga viral do covid-19 nos esgotos de Salvador e outras cidades do Estado. A assessoria de comunicação informou "que colabora em convênio de cooperação técnica coordenado pelo Senai Cimatec, com o objetivo de fornecer amostras para análise das concentrações de SARS-COV-2 em amostras de efluentes coletadas no município de Salvador (Bahia). O estudo está em andamento e não conta, ainda, com resultados conclusivos".




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