• Redação

Embaixador italiano é morto no Congo



O embaixador da Itália na República Democrática do Congo foi morto nesta segunda-feira (22), junto com seu guarda-costas e um motorista do Programa Mundial de Alimentos quando seu comboio foi atacado no leste do país, informaram a Itália e as Nações Unidas.



Luca Attanasio, 43, foi atingido no abdômen e morreu várias horas depois no hospital da ONU na capital regional de Goma, informou o Ministério do Interior do Congo. Além do embaixador, seu guarda-costas Vittorio Iacovacci, de 30 anos e o motorista identificado como Mustapha Milambo.


Os rebeldes interceptaram o comboio com tiros matando o motorista congolês e conduziram os passageiros para a floresta quando os guardas do parque abriram fogo, disse a governadora da província de Kivu do Norte, Carly Nzanzu Kasivita.



Foi com grande choque e imensa tristeza que soube da morte hoje de nosso embaixador na República Democrática do Congo e de um policial Carabinieri”, disse o chanceler italiano Luigi Di Maio em um comunicado. “As circunstâncias deste ataque brutal ainda não estão claras e nenhum esforço será poupado para esclarecer o que aconteceu.”



O site do Ministério das Relações Exteriores da Itália disse que Attanasio era o chefe da missão na capital do Congo, Kinshasa, desde 2017, e foi nomeado embaixador em 2019. Ele era casado e tinha três filhas, segundo sua página no Facebook.



“Ele era um jovem diplomata entusiasta, com grande sensibilidade para os problemas sociais”, disse Mauro Garofolo, da instituição de caridade Sant'Egidio com sede em Roma. “Ele acompanhou de perto nosso trabalho, como nosso programa de ajuda a quem sofre de HIV / AIDS”.



O motorista, Milambo, deixa quatro filhos, disse Jean-Mobert Senga, um ativista dos direitos humanos congolês.



Não houve reivindicação imediata de responsabilidade. O Ministério do Interior do Congo culpou uma milícia Hutu chamada Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR)


É um das dezenas de grupos armados que operam dentro e ao redor do Parque Nacional de Virunga, que fica ao longo da fronteira do Congo com Ruanda e Uganda, o lar de mais da metade dos gorilas das montanhas do mundo.



“Prometo ao governo italiano que o governo do meu país fará de tudo para descobrir quem está por trás desse terrível assassinato”, disse a ministra das Relações Exteriores do Congo, Marie Ntumba Nzeza.

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