• Redação

Engenheiros reconhecem riscos para igreja e prédio tombados pelas obras do monotrilho


Inconformada com a matéria "Igreja e prédio tombados pelo IPHAN serão destruídos pelas obras do monotrilho", publicada na segunda (15), no site Rx Notícias, a Companhia de Transporte do Estado da Bahia (CTB), enviou um e-mail com título nota de esclarecimento, informando que com o início das obras do Veículo Leve de Transporte (VLT), na região do Subúrbio Ferroviário de Salvador, não haverá destruição da Capela Nossa Senhora de Escada e do prédio do DNIT ao lado da Estação da Calçada, locais esses tombados pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


O RX Notícias reitera que as informações contidas na matéria foram passadas pela promotora de justiça, Hortênsia Pinho e as imagens e croquis existentes no site da Skyrail Bahia.



Com relação a Capela Nossa Senhora de Escada, a estrutura do monotrilho passará pela frente da igreja tapando sua fachada. Já sobre o antigo posto médico dos ferroviários (atual prédio do DNIT), localizado ao lado da Estação da Calçada, as fundações para construção do corredor do monotrilho irão passar ao lado.


Lado esquerdo - morro de solo massapé ao pé da Capela Nossa Senhora de Escada.

Lado direito - antigo posto médico dos ferroviários (atual prédio do DNIT), localizado ao lado da Estação da Calçada. Imagens extraídas do site da Skyrail Bahia.



Primeira foto - imagem ilustrativa do corredor do monotrilho após Estação de Escada. Ao lado direito fica localizada a Capela. Segunda foto - entrada do prédio da DNIT



Ao consultar dois engenheiros civis com vasta experiência em construção civil e fiscalizações em área de riscos, que não quiseram se identificar para não sofrerem represálias, foram unânimes em dizer que pilares acima de 10 metros de altura e construções dessa complexidade na execução da obra não tem como garantir que não ocorrerá danos estruturais em qualquer edificação próxima, seja ela de concreto ou alvenaria.



Perguntado em relação ao solo predominante na localidade do bairro de Escada, o engenheiro informou que é de massapé, maioria das áreas de risco do subúrbio, sendo muito arriscado para a construção civil. O massapé sofre com as alterações do clima: comprime-se no período de seca e se expande com a umidade da época de chuvas. Isso resulta em rachaduras, inclinação das casas e até desabamento, ocorrências frequentes, em períodos de chuva na cidade de Salvador.



Para fincar os pilares para construção do monotrilho terão que fazer perfuração até encontrar rochas, onde será necessário o uso de bate-estacas e por conta das vibrações pode ocorrer trincamento da estrutura de tijolos da Capela de Nossa Senhora, concluiu os engenheiros.


Ainda em nota, a CTB diz que todo planejamento de estudos para construção do VLT seguem os regulamentos dos órgãos fiscalizadores.



Entretanto, continua omitindo para população que de fato está construindo é o monotrilho, uma obra cinco vezes mais cara e com vários problemas na sua concepção. Um bom exemplo disso é a construção do monotrilho de São Paulo, as obras vem se arrastando por 7 anos, com várias interrupções por falta de dinheiro. Lembrando que o valor estimado para a finalização do monotrilho paulista era de R$3 bilhões e já gastaram quase R$5 bilhões e a obra continua sem data para acabar.



A CTB poderia explicar para toda população do subúrbio porque não iniciou as obras pela primeira etapa do trajeto que vem do Comércio para Calçada. Ao invés disso iniciou as obras pela segunda etapa da linha, assim precisou paralisar os trens prejudicando milhares de famílias que não podem pagar R$ 4,20.

O que importa é que a história dos trens do subúrbio está sendo destruída por interesses econômicos e por políticos que desejam se perpetuar no poder a custa do erário público e da miséria do povo.



O site RX Notícias continuará realizando as matérias em defesa da população e dos trens do subúrbio. Nosso compromisso é com a verdade! Doa a quem doer.

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