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Ex-assessor especial da procuradora investigada na Faroeste é indicado à desembargador


Após 24 horas da formação da lista tríplice, o governador Rui Costa indicou o segundo colocado, o procurador Geder Luiz Rocha Gomes para o cargo de desembargador no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A escolha do nome do procurador aconteceu na quinta-feira (15), causando uma grande indignação e revolta no meio jurídico baiano.




O procurador Geder Rocha era procurador adjunto e considerado o mentor da ex-procuradora geral do Ministério Público da Bahia (MPBA), Ediene Santos Lousado, investigada na Operação Faroeste.



A lista tríplice foi formada na sessão do plenário da quarta-feira (14), composta pelos procuradores de justiça, Adriani Vasconcelos Pazelli, Nivaldo dos Santos Aquino e Geder Luiz Rocha Gomes. Sendo o mais votado, o procurador Adriani Pazelli (34 votos), seguido de Geder Luiz Rocha Gomes (28 votos) e Nivaldo dos Santos Aquino (22 votos), a vaga corresponde ao Quinto Constitucional do Ministério Público.



Em mãos da lista tríplice, o Governador Rui Costa acabou escolhendo o segundo colocado, o procurador Geder Luiz Rocha Gomes para a 66ª Desembargadoria do Poder Judiciário da Bahia. A indicação do governador caiu como uma surpresa e indignação no meio jurídico baiano.



O procurador Geder Rocha Gomes era considerado o mentor e procurador adjunto da ex-Procuradora Geral do Ministério Público da Bahia, Ediene Santos Lousado, uma das investigadas na Operação Faroeste, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) que investiga os casos de venda de sentença pelo judiciário baiano, com objetivo a legalizar terras no Oeste da Bahia.



Um grupo de juristas baianos, entre eles desembargadores, juízes, procuradores e promotores ficaram indignados com a escolha do segundo colocado pelo governador Rui Costa.



Segundo um desses juristas que não quis se identificar, lembrou que nesse momento onde o judiciário baiano passa por investigação, onde coloca em xeque os demais membros da corte, não deveria acontecer tal escolha, ressaltou que existe uma coesão entre os magistrados de diferentes estados que a escolha da vaga seja para o mais votado da lista tríplice, devido o colegiado conhecer o proponente pela sua competência, celeridade, honestidade e de conduta ilibada. Diferente para quem é escolhido pelo poder Executivo, onde pode pairar dúvida sobre a sua integridade e imparcialidade.



A indicação do ex-mentor especial da ex-procuradora Ediene Lousado foi recebida com sinal de alerta para os "Texas Ranger", apelido dado aos procuradores do MPF, referindo aos oficiais federais nomeados para prender acusados de crimes do Velho Oeste Americano. Uma fonte ligada a um dos envolvidos que realizou delação premiada informou que os assessores diretos de Ediene sabiam de tudo sobre a organização administrada pelo suposto cônsul, que em uma oportunidade viajaram juntos no jatinho do diplomata.

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