• Redação

Falta de escala deixam PMs sem saber se irão votar em Conquista


Policiais Militares das Especializadas CAESG, RONDESP e RURAL de Vitória da Conquista, na Bahia, até hoje vivem na incerteza se irão votar nesta eleição. Tudo por conta da escala de serviço que não foi disponibilizada pelo Comando da CPR/Sudoeste.



Este ano o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) facultou a todos os Policiais Militares do Brasil, a opção de escolherem momentaneamente sua zona de votação de modo que poderá votar onde estiver escalado.



O prazo limite para escolha era até o dia 01/10/20, entretanto, os policiais lotados na CAESG, RONDESP e RURAL, em Vitória da Conquista, perderam o prazo e a possibilidade de estarem fora dos seus locais de votação impossibilitam de votar nos seus candidatos.



Uma situação bastante incomum vem passando esses policiais de Vitória da Conquista. Conforme a Constituição Brasileira todo o cidadão tem o dever e o direito de votar. A dúvida é, porque excluir esses militares de votarem e quem ganhará com isso?



O site Rx Notícias perguntou para os candidatos a vereador que representam a tropa qual eram suas opiniões sobre essa situação:



Segundo o Sub Tenente Muniz, candidato pelo partido Avante, não tem conhecimento a respeito da não publicação da escala de serviço das ordinárias, "as duas últimas unidades que estava a CIPE/SUDOESTE, eu sair justamente para concorrer, já que o comandante me ajudou, porque lá na CIPE/SUDESTE estava preso, eu só tenho que agradecer meu comandante Coronel Ivanildo que me ajudou muito e trabalhou com uma parte da tropa na minha campanha".

Para o advogado Léo Mascarenhas, candidato pelo partido PRTB, que representa os policiais militares na região, informou que recebeu a denúncia de vários policiais das especializadas sobre a falta de escala para o dia da eleição, “um absurdo, um ato de covardia, não é possível que o próprio Estado, através de seus prepostos queira atrapalhar o sufrágio. É óbvio que essa ausência de escala pode mudar o resultado da eleição para mim, mas, da mesma forma nunca abandonarei a tropa, e ela também não me abandonará".



"Sei que os policiais entendem o que o mecanismo está fazendo e sei que venceremos essa forma ardil de tentar manipular a votação, tive o desprazer de ouvir um oficial me dizer que eu teria que ter muito dinheiro para continuar a campanha, pois a tropa não elege ninguém! Aí eu pergunto, comprar voto não é crime?", afirmou Léo Mascarenhas.



Ainda Mascarenhas, tem os policiais como amigos, e que dará sua resposta nas urnas, todos os PMs tem o direito de votar, agora tentar sorrateiramente tirar o direito do militares exercerem sua cidadania é criminoso, os praças já se cansaram de serem usados como massa de manobra e sabem muito bem distinguir hierarquia e disciplina, não existe qualquer semelhança com subserviência, concluiu o candidato Léo Mascarenhas.

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