• Redação

Fiocruz pedirá uso emergencial de vacina da AstraZeneca




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi informada por representantes da AstraZeneca que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituto nacional parceiro do laboratório britânico no desenvolvimento do imunizante pedirá uso emergencial da vacina contra Covid-19.



“Segundo a empresa, não foi identificada dificuldade regulatória para atendimento aos requisitos da Anvisa, estabelecidos pelo Guia n. 42/2020, que trata dos requisitos mínimos para submissão de solicitação de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas Covid-19”, disse o comunicado da agência.



A nota não menciona qualquer prazo para a apresentação desse pedido. O imunizante da AstraZeneca, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, é a principal aposta do governo brasileiro para fazer uma vacinação em massa no país contra a Covid-19.



A Anvisa informou no comunicado que o prazo para análise de uso emergencial da vacina é de até 10 dias a partir da entrada do pedido formal no órgão. Uma eventual aprovação do imunizante precisa do aval dos cinco diretores.



Mais cedo, o laboratório britânico informou em nota que manterá o processo de submissão contínua para pedido de registro de sua vacina contra Covid-19 no Brasil após o imunizante obter a aprovação emergencial no Reino Unido nesta quarta (30).



O Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar a vacina contra coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, uma ação rápida para conter uma disparada de infecções impulsionada por uma variante altamente contagiosa do vírus.



O governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que já encomendou 100 milhões de doses da vacina, disse ter aceitado uma recomendação da Agência Regulatória de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) para conceder uma autorização de emergência.



Testes mostraram que a vacina da Oxford é menos eficaz do que a da Pfizer/BioNTech, mas pode ser armazenada e transportada sob refrigeração normal, ao invés de super-resfriada a 70 graus Celsius negativos, o que é crucial para países com infraestrutura de saúde mais básica.

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