• Redação

Governador envia para ALBA PL que aumenta para 40h semanais jornada de trabalho de policiais civis



Policiais civis de várias unidades, além de representantes do sindicato estão reunidos na tarde desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), no Centro Administrativo (CAB), para protestar contra o Projeto de Lei (PL) 24.329/2021, que aumenta a jornada de trabalho dos servidores da Polícia Civil da Bahia.



O governador da Bahia, Rui Costa, encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado o projeto de lei que altera de 30h para 40h semanais, a jornada de trabalho dos servidores ocupantes dos cargos de Delegado de Polícia, Investigadores e Escrivães.



Para Eustácio Lopes, presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), enquanto o governo pensa em aumentar a jornada de trabalho dos policiais esquece que o salário base do investigador de polícia civil é de apenas R$ 1.047,00 (um mil e quarenta sete reais), "a polícia civil da Bahia tem um dos piores salários em relação a polícia civil de outros estados".



A PL além de aumentar a carga horária dos policiais, ainda proíbe a redução da sua jornada de trabalho, que antes podia ser complementado com outra atividade, a exemplo da função de professor do estado.



Segundo Lopes os policiais civis durante sua jornada de trabalho ultrapassam a carga horária de 40h, e nem por isso o governo compensa pagando as horas a mais trabalhadas, "o policial civil trabalha no seu limite, sem infraestrutura e com número reduzido de policiais nas unidade, causando sobrecarga, não se pode compensar falta de pessoal com horas extras.



"Na verdade o governo quer tapar o sol com a peneira, a violência que estamos vivenciando não significa horas de trabalho, e sim falta de policiais para combater o crime. Não se contrata novos policiais e não prevê aumento de salário, mas amplia a jornada de trabalho para quem já se encontra sobrecarregado com o aumento da violência" concluiu Eustácio Lopes.



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