• Redação

Há 12 anos investigadores formados pela Acadepol aguardam para tomar posse



A falta de compromisso com a segurança pública parece não ter precedente no estado da Bahia. Há 12 anos, 39 investigadores da polícia civil (IPC), formados pela Academia de Polícia Civil da Bahia (Acadepol), aguardam para serem designados pelo governador Rui Costa. Aprovados no concurso de 2007, mesmo já nomeados, os 39 IPC ainda não foram designados ao cargo de policiais civis da Bahia.



Os 39 investigadores inclusive já estagiaram em delegacias e estão aptos para trabalhar como policial, já poderiam estar atuando em qualquer delegacia do estado, mas até então o governador Rui Costa não empossou os últimos aprovados no concurso de 2007.



O concurso de 2007 foi o mais longo dos concursos na história da polícia civil da Bahia. Vários aprovados desse concurso desistiram pela demora ou foram aprovados em outros concursos, restando apenas 39 investigadores que aguardam para ingressar oficialmente na polícia civil.



Para um desses 39, mesmo depois de tanto tempo tem a esperança de ser designado para trabalhar na policial civil, pois está sem emprego, já o que tinha pediu demissão para ingressar em 2009 no curso de investigador da Acadepol, pensando que seria logo nomeado, "há 12 anos, eu espero, agora acredito que o governador nos conceda o nosso direito de assumir o cargo de IPC na polícia civil da Bahia".



Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, Eustácio Lopes, nomear esses 39 investigadores é mais do que justo, é necessário pela carência de policiais que a instituição está tendo, "a situação que se encontra as delegacias com a falta de policiais é absurda, ao ponto de só ter apenas três policiais de plantão nas delegacias do interior".



"Esperamos que não apenas esses 39 policiais sejam o mais rápido possível empossados, mas como outros novos concursos sejam feitos para a polícia civil baiana precisamos de novos policiais, estamos vivendo um momento muito difícil na instituição, se por um lado a violência não para de crescer fazendo inclusive o policial de vítima, bem como toda sociedade, por outro a pandemia do covid-19, ceifou dezenas de policiais civis, prejudicando ainda mais o trabalho no combate ao crime em nosso estado", concluiu.



Por mais de 16 anos, a Bahia vem sofrendo com o descaso e o sucateamento da segurança pública, falta de novos concursos, abandono das delegacias em todo o estado, o assédio moral sofrido entre os policiais, sem que sejam apurados esses crimes por parte das pessoas que deveriam ter o dever de responsabilizar e punir os autores, sem falar dos casos de prevaricação entre os gestores que fazem a nossa polícia civil da Bahia tornar-se uma "verdadeira zona do descaso".




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