• Redação

Local onde PM foi executado não foi preservado e perícia pode ter sido prejudicada



A execução do policial militar Wesley Soares de Góes, no último domingo (28), por uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), causou revolta entre os policiais militares de todo o Brasil. A falta da preservação do local do crime, pode ter prejudicado a perícia de ação violenta.



Vídeos que circulam nas redes sociais, mostram que horas depois que Wesley foi encaminhado ao hospital e a imprensa e curiosos dispersados, uma segunda equipe do Bope apareceu circulando no local onde o policial Wesley foi abatido. Demonstrando mais uma vez que os policiais militares não seguiram os protocolos, desta vez de preservação de local de crime, vindo a ser supostamente adulterado.



A circulação de pessoas no local de crime, antes da realização da perícia, além de contaminar a cena do crime, prejudica também analise do perito e compromete o seu laudo final. Pode acontecer de fragmentos de provas, vestígios, possam ter sido retirados ou plantados (colocado) para confundir a dinâmica do crime e por sua vez configura adulteração do local.



É comum a falta de preservação no local de crime na Bahia, principalmente quando o crime acontece em local aberto, como foi o caso do SD Wesley, entretanto como no primeiro momento não foram adotados os protocolos de gerenciamento de crise, não seria depois do desfecho trágico que esperássemos que o local de ação violenta viesse ser preservado.



As imagens dos policiais do Bope no local demonstra um total absurdo ao que diz respeito em uma investigação criminal forense. Conforme os protocolos de preservação de local de crime, o exame do local deve ser feito de forma criteriosa e obedecendo os padrões de coleta de vestígios do local idôneo.



Em outro vídeo, um homem mostra o local onde os policiais estavam e se abaixa para provar onde os tiros atingiram a mureta, que não passa de 0,40 cm do chão. Pela trajetória e altura mostram que os tiros foram dados quando o soldado já estava caído ao solo, confirmando que mesmo depois de caído Wesley continuou sendo alvejado por várias vezes.


Ainda na madrugada da segunda-feira (29), uma equipe de peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da coordenação de Crimes Contra Vida, esteve no local para realizar a perícia, contudo, não estava presente uma outra equipe de peritos de engenharia legal, responsáveis por realizarem perícia para determinar a trajetória dos tiros de ambos os envolvidos, só assim seria possível determinar se o tiro dado por Wesley foram em direção da equipe tática, como afirmam as autoridades.




Falhas na preservação do local de crime, implica na coleta de vestígios, o resulta é um laudo inconclusivo. No caso, de vestígios forjados são produzidos por pessoas que tenham interesse em modificar a cena do crime. Assim sendo, fica difícil para o perito contestar os vestígios forjados ou ilusório, havendo a necessidade de utilização de outros exames para conclusão do laudo.




Parece que a verdade sobre o caso do PM Wesley, não venha a tona, além de executá-lo querem também assassinar sua reputação a todo custo. O que mais parece é uma orquestração em desfavor a um militar que só desejava ser ouvido, mesmo que sua atitude o levasse a ter sua vida ceifada, pela mesma polícia que ele jurou servir e proteger a sociedade.


Assista: vídeo n° 01


Vídeo n° 02


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