• Redação

Policiais civis considerados fora de padrões de delegacias são perseguidos por delegados


Policiais civis lotados na Delegacia de Repressão a Roubos e Coletivos (GERRC) e na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), na Baixa do Fiscal, denunciaram nesta quarta-feira (26), as perseguições e o assédio moral que vêm sofrendo por parte da nova gestão do complexo policial. Os investigadores lotados nas unidades vêm sendo coagidos a mudarem de unidades por serem considerados fora dos padrões das delegacias.






Doze investigadores da Polícia Civil da Bahia (IPC) estão denunciando perseguições e assédio moral sofridos pelos novos delegados que assumiram o GERRC e a DRFR, no complexo policial da Baixa do Fiscal, na Cidade Baixa. O motivo seria a falta de padrões dos investigadores nas duas delegacias.



Infelizmente alguns padrões persistem há existir nas delegacias da capital e do interior. É de conhecimento de todos que trabalham no Estado sobre o fato dos apadrinhamentos e os acochados, que são conhecidos como da turma do "me ajeite, que te ajeito", os mesmos que se submetem a ser chofer de delegado, que leva cachorro para veterinário, faz a feira, vai ao salão de beleza buscar a 92, sem falar de pegar as comprinhas na loja de sapatos e bolsas que acabam saindo de graça, todos esses serviços com as viaturas da polícia. Padrões esses que ainda estão enraizados na Polícia Civil da Bahia, pois alguns IPC persistem a cumprir a risca, caso deixem de realizar tais serviços extras acabam saindo dos padrões e sofrendo perseguições e assédio moral.



Segundo Eustácio Lopes, presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), os policiais procuram o sindicato para denunciar os abusos de autoridades e as perseguições que estão sofrendo com a nova gestão das unidades, "embora seja uma prática comum de assédio moral por parte de alguns delegados, eu desconheço qualquer tipo de padrão estabelecido por parte de qualquer gestor dentro da polícia civil".



Para Lopes, padrões e normas para os policiais civis que ele conhece são os que estão contidos na Lei Orgânica da Polícia Civil da Bahia, "o que não está em lei não deve levar em consideração, ou melhor deve sim, denunciar os abusos sofridos como também o assédio moral ao Sindpoc".



Ainda o presidente, os servidores estão sendo obrigados a solicitar remoção por não se enquadrarem na política estabelecida pelos delegados lotados na unidade, "o que está acontecendo é mais um absurdo vergonhoso na polícia civil da Bahia, iremos representa-los junto ao Ministério Público do Estado como também ao Ministério do Trabalho", concluiu.


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