• Redação

Policiais civis prometem entrar em greve caso governo insista em realizar o carnaval 2022


Representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC), prometeram paralisar as atividades caso o governo insista em querer realizar o carnaval em 2022.



A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (27), que contou com a presença de mais de 300 policiais civis da capital e do interior, depois que foi protocolado um Parecer Técnico na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde trata da luta da categoria pela valorização do salário de nível superior, previsto no parágrafo 1º do artigo 46 da Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado da Bahia, nº 11.370/2009.



Diante do anúncio na terça-feira (19), durante audiência pública onde o coronel Manoel Xavier anunciou que o carnaval em Salvador irá acontecer, o Sindpoc entendeu que não pode aceitar que investigadores, escrivães e peritos técnicos, coloquem suas vidas em riscos, no momento em que a Europa, Ásia e Estados Unidos entraram em estado de alerta por causa de uma quarta onda do coronavírus.



Segundo o presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, não consegue mensurar o tamanho da irresponsabilidade dessas pessoas que desejam realizar o carnaval em 2022, "a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta semana um novo alerta, inclusive novas medidas de segurança e restritivas devido a quarta onda do coronavírus".



Para Lopes, o governo ignorou por todo esse tempo os diversos pedidos feitos pelo sindicato de se criar um protocolo de segurança nas delegacias, "perdemos dezenas de policiais civis por conta do negacionismo dessa gente, que não estão preocupados com o povo e nem com os policiais civis, apenas com os lucros que o carnaval possa dar principalmente em ano de eleição".



"Não iremos aceitar a imposição de quem quer que seja, trabalhar no carnaval durante a pandemia está fora de cogitação, estamos diante de uma quarta onda e se caso mais policiais vierem a morrer vamos parar, caso eles persistam nessa ideia absurda e inconsequente", afirmou Eustácio Lopes.


No domingo (24), a China anunciou para imprensa mundial sobre um novo surto do coronavírus e a OMS emitiu parecer com novas medidas restritivas, como fechamento de aeroportos e escolas. O Comitê de Emergência sobre a Pandemia do Novo Coronavírus (SARS Cov-2), da Organização Mundial de Saúde (OMS), informou que novas medidas devem ser tomadas inclusive cancelamento de shows e eventos de grande público.



O governo dos Estados Unidos detalhou as exigências que começarão a valer no dia 8 de novembro para viajantes internacionais, entre elas a de apresentar comprovante de vacinação, mas apenas com as vacinas reconhecidas pela autoridade sanitária do país.



Uma nova variante do covid-19 foi identificada como AY.4.2 e volta preocupar as autoridades da Europa, Ásia e Estados Unidos. A Rússia informou que o país registrou novos casos de COVID-19 relacionados à cepa, considerando mais perigosa e contagiosa em relação as demais variantes Delta, identificada na Índia e a Gama no Brasil.


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