• Redação

Repórter é autuado por dirigir sob influência de substância psicoativa



O que seria uma blitz regular de fiscalização pelos prepostos da Transalvador, na noite de sábado (30), se transformou em um acidente depois que um condutor em alta velocidade colidiu o carro que dirigia, uma BMW, com uma viatura da prefeitura que estava parada no local.



Para surpresa dos agentes de trânsito e ainda atônitos com o ocorrido, na condução do veículo encontrava-se o repórter de TV, Marcelo Castro, que costumeiramente acompanha com sua equipe de reportagem o trabalho dos fiscais.



Segundo os agentes de trânsito que presenciaram o acidente, o repórter estava visivelmente em estado alterado, negando-se a fazer o teste de bafômetro, por esses motivos foi conduzido para Central de Flagrantes.



O acidente não teria a mesma relevância se o condutor não fosse o repórter acostumado a acompanhar as operações de trânsito e blitz de lei seca, bem como conduções em delegacias sempre em tom interpelador aos que cometem algum delito.



Na Central de Flagrantes, Castro foi autuado pelo art. 306 do CTB, conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa.



O absurdo maior é parte da imprensa, e principalmente ao qual ele trabalha, desinformando a população afirmando que o repórter teria sofrido um mal súbito, fato esse que não foi registrado na ocorrência policial. Um vídeo que circula em redes sociais mostra momentos depois do acidente o condutor conversando com os agentes de trânsito.



A verdade sempre aparece



Nas redes sociais também circula uma foto extraída do Instagram do próprio repórter onde é possível ver ele e um Major da PM, confraternizando em uma mesa de churrascaria e coincidentemente encontra-se uma garrafa de vinho ainda fechada, horas antes do acidente. Nos grupos de WhatsApp, um vídeo postado pelo deputado Igor Kannário faz uma referência sobre o ocorrido com uma frase "transparência do dia, quem tem telhado de vidro não atira pedra no telhado dos outros".



Fato como esse não é nenhuma novidade para os soteropolitanos, não é primeira vez que um apresentador da mesma emissora foi pego dirigindo em estado alterado e se recusou a fazer o teste de bafômetro e muito mesmo teste toxicológico.



Depois de assinar uma portaria inaugural de inquérito policial que registrou o fato como conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa, Marcelo Castro foi liberado.



Com o inquérito instaurado o acusado pode sofrer penas de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.




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