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Última Viagem: trens do subúrbio encerrará suas atividades em 15 de fevereiro




O site Rx Notícias teve acesso com exclusividade ao ofício que ordena a paralização dos trens do subúrbio.


Por determinação do Governo do Estado da Bahia, através do Secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o deputado federal Nelson Pellegrino do PT, encaminhou um ofício nº 006/2021-GASEC, ao diretor Presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), José Eduardo Ribeiro Copello, para que fosse tomada as medidas necessárias para o encerramento total dos trens do subúrbio a partir do dia 15 de fevereiro.



Com a desativação dos trens do subúrbio que liga a Estação da Calçada ao bairro de Paripe, milhares de famílias irão ficar sem o meio de transporte rápido e barato de R$ 0,50, por outro lado, serão obrigados a pagar o valor de R$4,20 nos ônibus que fazem o mesmo trajeto.



Cerca de 300 funcionários entre efetivos e terceirizados que trabalham na CTB serão demitidos, os avisos prévios já foram entregues aos funcionários da limpeza e da bilheteria. Ainda essa semana todos os empregados já deverão ter recebido o comunicado da demissão.



A notícia do fim das atividades dos trens do subúrbio caiu como uma bomba na Estação de Trem da Calçada, um funcionário com mais de 10 anos de serviço não resistiu e chorou lamentando a desativação dos trens.



A medida faz parte do processo de destruição de toda malha ferroviária de Salvador, que compõe os trens do subúrbio, para iniciar a implantação do sistema de monotrilho, um modal com custo cinco vezes mais caro.



O processo de encerramento dos trens do subúrbio está acontecendo desde que a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), empresa estatal vinculada desde 2013 à Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (SEDUR), recebeu a tutela do município de Salvador. Vêm sucateando propositalmente, um bom exemplo disso foi o que fizeram com os trens com ar acondicionado que foram reformados e abandonados em um galpão descoberto. O objetivo é para a população deixar de utilizar os trens do subúrbio para que sejam substituídos por monotrilho.



Segundo um funcionário que pediu para não ter o nome revelado por medo de represália, informou que em 29 de outubro de 2020 o Governo da Bahia, apresentou a imprensa, os ônibus elétricos que circulam em Ilha de São João à Estação Pirajá, na verdade era apenas uma jogada de marketing, pois os ônibus de fato são a diesel e plotado para dizer que eram elétricos, basta consultar as placas no Detran que os documentos não constam a alteração do combustível para elétrico. A implantação dos ônibus elétricos foi a justificativa dada para o início da desativação dos trens do subúrbio.

O fim das viagens dos trens do subúrbio, que já era certa, foi adiada por conta das eleições municipais, para justificar o início das obras que ainda não tinha saído do papel. Destruindo de vez a malha ferroviária que liga o bairro da Calçada a Paripe. Já os "ônibus elétricos" são da empresa SKYRAIL BAHIA que irá administrar o monotrilho.



O motivo da pressa para desativar os trens do subúrbio é a esperança em conseguir o empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sem o aporte financeiro a empresa SKYRAIL BAHIA ficará impossibilitada de continuar a frente do projeto monotrilho por não ter a garantia para honrar o empréstimo. Por outro lado, a empresa corre para conseguir um outro empréstimo com o Banco do Nordeste tendo como avalista o Governo do Estado da Bahia.



A placa colocada ao lado da Estação da Calçada informa a implantação do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos, uma grande mentira já que o projeto foi alterado para o monotrilho, com orçamento de R$ 1.548.729.939,53 (1,5 bilhão), com esse valor seria possível aquisição de trens novos e a modernização total da ferrovia existente.



O consórcio Skyrail Bahia, é uma empresa que foi criada apenas dois meses antes de assinar um contrato bilionário com o governo do estado. No entanto, o valor real para finalização e para implantação do MONOTRILHO - veículo sobre rodas (pneus) - sobre estrutura de concreto elevado do solo de 05 a 12 metros, passará de R$ 5 bilhões, com concessão de 35 anos, além de desapropriar todos os moradores que hoje residem as margens da via férrea.



Os primeiros moradores da região de Santa Luzia e Lobato já foram notificados sobre a desapropriação, o que os moradores não sabem é que por trás da desapropriação de suas casas, a informação é de que o mesmo espaço será utilizado como uma grande área para a especulação imobiliária.

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