• Redação

Seis meses depois é aberto PAD para apurar crimes cometidos pela delegada



Seis meses após as denúncias feitas contra a delegada Maria Selma Pereira, ex-diretora do Departamento de Crimes Contra Patrimônio (DCCP), acusada de chefiar uma organização criminosa foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), para apurar suposta irregularidade funcional. O PAD foi uma determinação da atual Delegada-Geral da Polícia Civil, Heloísa Campos de Brito, publicado no Diário Oficial do Estado, neste sábado (27).



O PAD tem o prazo de 60 (sessenta) dias para apurar as supostas irregularidades cometida pela delegada. É mais uma investigação realizada pela Corregedoria da Polícia Civil (CORREPOL), além do inquérito policial nº 027/2020.



A investigação aberta é para apurar falso auto de entrega do veículo Fiat/Strada Working CD, clonada, cor branca, ano/modelo 2014, juntando aos autos cópia inautêntica do seu RG, embora a dona do veículo nunca estivesse comparecido à 16ª DT e não tivera o seu veículo subtraído. A delegada Maria Selma teria alterado, de forma fraudulenta, os fatos noticiados na 16ª DT da Pituba, por Policias Militares (PM), registrado no Boletim de Ocorrência a tentativa de extorsão, por partes dos acusados presos e conduzidos em flagrante delito para a delegacia.



O site Rx Noticias divulgou anteriormente o vídeo onde os acusados ligam para a delegada pedindo dinheiro para subornar os policiais militares, conforme matéria Vídeo mostra suposto ladrão de carro pedindo dinheiro à ex-diretora do DCCP .



Na época os acusados foram presos na Rua Messe do Amor, Pituba, tentando furtar o veículo Fiat/Uno, eles estavam na posse do veículo clonado Fiat/Strada, foi quando um dos acusados ofereceu a quantia de R$ 1.600,00 (um mil e seiscentos reais) para cada PM para que não fossem conduzidos à Delegacia.



A delegada então instaurou de forma fraudulenta, o inquérito policial, mas não concluiu, como também não enviou ao Ministério Público Estadual e a suposta extorsão não foi comunicada à Corregedoria da Polícia Militar. Fatos ocorridos na 16ª DT da Pituba, em 24/05/2016, tendo chegado ao conhecimento da CORREPOL em 15/06/2020.



Ivan e Carlos tinham uma extensa ficha corrida pelos crimes de roubo de carro, inclusive um mandado de prisão. Pelo conteúdo do vídeo demonstra uma suposta relação estreita da ex-diretora do DCCP e Pedro Ivan Matos Damasceno, acusado pela prática de roubo de carro.

Mesmo afastada do exercício da função pública, a delegada continuará recebendo o salário pelo prazo de 60 (sessenta) dias, a fim de que possa dedicar-se à sua defesa e não prejudique a apuração dos fatos.




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